URGENTE
Mundo Últimas Notícias

Países da Otan negociam elevação de investimentos militares em cúpula na Suécia

Compartilhar:
Países da Otan negociam elevação de investimentos militares em cúpula na Suécia
Foto: CNN Brasil

Os ministros de Relações Exteriores da Otan realizaram reuniões na Suécia nesta quinta e sexta-feira (21 e 22) focadas no aumento dos aportes financeiros em defesa. O encontro antecipa a cúpula de líderes prevista para julho e ocorre em meio às críticas de Donald Trump sobre a disparidade das contribuições entre os aliados. O ex-presidente argumenta que os Estados Unidos sustentam a aliança de forma desproporcional.

Metas de investimento e cenário geopolítico

Embora não exista uma regra jurídica obrigatória, um acordo informal estabelece que os membros devem investir ao menos 2% de seus respectivos PIBs em segurança. Segundo o editor de Internacional da CNN, Diego Pavão, esse compromisso ganhou relevância após a invasão da Ucrânia pela Rússia. O especialista destaca que os encontros são fundamentais para incitar o debate sobre a proteção do território europeu.

Os Estados Unidos lideram em valores absolutos, destinando cerca de US$ 900 bilhões anuais à defesa (3,2% do PIB). Recentemente, Donald Trump anunciou o envio de 5 mil militares para a Polônia, ao mesmo tempo em que retirou o mesmo contingente da Alemanha. A Polônia, por sua vez, apresenta o maior investimento proporcional da aliança, atingindo 4,3% de seu PIB devido à proximidade com o conflito ucraniano e a fronteira com Belarus.

Destaques regionais e disparidades

Países como Lituânia (4%) e Letônia (3,7%) mantêm gastos elevados motivados pelo temor da expansão russa. A Letônia chegou a reintroduzir o serviço militar obrigatório para reforçar sua fronteira. O Reino Unido também mantém investimentos acima da meta, em torno de 2,3%, apesar de tensões pontuais com Washington sobre conflitos no Irã.

Em contrapartida, Canadá e Espanha permanecem abaixo dos 2%. O Canadá justifica a posição por sua distância geográfica da Rússia, enquanto a Espanha prioriza frentes como o combate ao terrorismo e a gestão de refugiados do norte da África e do Oriente Médio. Diego Pavão ressalta que o investimento europeu frequentemente beneficia a indústria bélica americana, já que os aliados tendem a adquirir armamentos fabricados nos Estados Unidos.

“A guerra na Ucrânia assustou muito os europeus e fez os países repensarem os gastos com defesa militar”

A citação de Diego Pavão reflete a mudança de postura observada desde 2022, quando o gráfico de investimentos das nações da Europa começou a apresentar crescimento acelerado em resposta direta às ameaças de Moscou.

📰 Fonte: CNN Brasil — Leia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.