O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado (23/5), que uma eventual indicação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para o comando do Executivo fluminense resultaria na escolha de um nome ligado a milícias. A declaração foi dada durante a cerimônia de inauguração das novas instalações do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, no Rio de Janeiro.
Cobrança ao governo estadual
Ao lado do governador interino Ricardo Couto, Lula utilizou o palanque para cobrar medidas rigorosas contra a expansão do crime organizado. O presidente sugeriu que o gestor aproveite o período de 10 meses à frente do estado para realizar reformas estruturais e enfrentar problemas que persistem há décadas.
O mandatário enfatizou que a atual conjuntura política exige uma postura firme contra grupos paramilitares. De acordo com o petista, a população fluminense não merece que o estado seja governado por milicianos.
Citação direta
Durante sua fala, o presidente foi incisivo sobre a influência política na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj):
“Se a Assembleia (Alerj) tivesse que indicar (um governador), ia vir um miliciano. Então, deixe eu lhe falar uma coisa: aproveite. Essas coisas acontecem porque tem Deus. Aproveite esses 10 meses que você tem e faça o que muita gente não fez em 10 anos: ajude a consertar este estado.”
Lula concluiu reforçando que o Rio de Janeiro é um estado “poderoso e bonito” e que é necessário livrá-lo da influência criminosa. O evento marcou a entrega de novas instalações tecnológicas voltadas à saúde pública.
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