O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, avançou nas tratativas para firmar um acordo de delação premiada com as autoridades. Dez dias após sua transferência para a ala de segurança conhecida como Papudinha, o executivo deve assinar um termo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda esta semana.
Etapas da negociação
A assinatura do termo de confidencialidade é o passo inicial obrigatório para qualquer colaboração premiada. O documento assegura o sigilo das informações prestadas e oferece segurança jurídica tanto para o colaborador quanto para o curso das investigações criminais.
O procedimento adotado pela defesa de Paulo Henrique Costa é idêntico ao seguido por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, cujas negociações para um acordo seguem em andamento. Após a formalização, o ex-gestor deverá apresentar fatos inéditos e provas documentais que corroborem seus relatos sobre o esquema investigado.
Investigação e prisão
Paulo Henrique Costa foi detido durante a quarta fase da Operação Compliance Zero. A investigação aponta que o executivo teria recebido aproximadamente R$ 146 milhões em propinas para favorecer os interesses do Banco Master em operações financeiras junto ao Banco de Brasília (BRB).
Para que a delação seja homologada pela Justiça, os fatos narrados pelo ex-presidente precisam ser comprovados e úteis ao desmantelamento da estrutura sob investigação. A defesa do executivo e os órgãos de controle agora debatem os termos específicos que regerão o fornecimento das informações e possíveis benefícios penais.
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