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Ibovespa amarga sexta queda semanal seguida e iguala pior sequência desde 2018

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Ibovespa amarga sexta queda semanal seguida e iguala pior sequência desde 2018
Foto: Infomoney

O **Ibovespa** encerrou a sessão desta sexta-feira (22) em queda de 0,81%, aos 176.209,61 pontos. O resultado interrompe uma breve trégua de dois dias e consolida a sexta semana consecutiva de perdas, a maior sequência negativa registrada desde 2018.

Na semana, o índice de referência da B3 recuou 0,61%. O desempenho reflete um ajuste que perdura desde abril, quando o mercado superou os 199 mil pontos, agora pressionado pela saída massiva de investidores estrangeiros das ações brasileiras.

De acordo com dados da bolsa, o saldo de capital externo em maio está negativo em R$ 11,7 bilhões até o dia 20. Estrategistas avaliam que a reversão decorre da migração de recursos para o setor de tecnologia nos EUA e Ásia, além de incertezas sobre o ciclo de queda dos juros no Brasil e o cenário eleitoral.

Cenário Externo e Juros

Nos Estados Unidos, o **S&P 500** subiu 0,37%, orbitando sua máxima histórica. O mercado reagiu a falas de **Christopher Waller**, diretor do Federal Reserve, que sugeriu a possibilidade de manutenção ou alta de juros ao pedir a remoção do “viés de flexibilização” nos comunicados oficiais.

Investidores também acompanharam a posse de **Kevin Warsh** como chair do **Fed**. No campo diplomático, o secretário de Estado norte-americano, **Marco Rubio**, indicou progressos nas negociações para encerrar conflitos envolvendo os EUA, Israel e o Irã, embora tenha ressaltado que o acordo ainda não foi finalizado.

Destaques Corporativos

As ações da Petrobras recuaram, com a **PETR4** caindo 1,05% e a **PETR3** 0,3%. O movimento ocorreu apesar da alta do petróleo no exterior e em meio a discussões sobre uma subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina, tema que será tratado com o presidente **Luiz Inácio Lula da Silva**.

Fontes indicam que o **BNDES**, por meio da **BNDESPar**, vendeu cerca de R$ 3 bilhões em ações da estatal este mês. O banco de fomento também iniciou a venda de participação na **Axia** (antiga **Eletrobras**), movimentando mais de R$ 500 milhões, o que levou a uma queda de 1,24% nos papéis da companhia.

No setor financeiro, o **Itaú Unibanco** caiu 1,72%, acompanhado por **Bradesco** (-1,56%) e **Santander Brasil** (-1,78%). Em oposição, o **Banco do Brasil** registrou alta de 0,58%. Já a **Vale** resistiu à queda do minério na China e subiu 0,57%.

O setor siderúrgico foi o destaque positivo do dia. A **Usiminas** valorizou-se 5,61% e a **CSN** subiu 6,15%, impulsionadas por dados do **Aço Brasil** que mostraram alta de 1,1% na produção em abril e salto nas exportações. A **Gerdau** também avançou 2,17%.

Outras movimentações relevantes incluíram a **Azzas 2154**, que avançou 3,86% após contratar o **Itaú BBA** para assessoria estratégica em meio a tensões entre os acionistas **Alexandre Birman** e **Roberto Jatahy**. A **Copasa** subiu 2,25% com a expectativa de privatização via oferta secundária, que pode atrair a **Aegea**, empresa ligada à **Itaúsa** e ao fundo **GIC**.

No campo negativo, o setor de proteínas sofreu perdas acentuadas, lideradas pela **Minerva** (-6,2%) e **BRF** (-4,05%). O setor imobiliário também recuou, com a **Cyrela** perdendo 3,93%, acompanhando a queda de 2,5% do índice setorial da **B3**.

📰 Fonte: Infomoney — Leia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.