Justiça determina uso de tornozeleira para irmão de Ciro Nogueira em ação da PF
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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (7) a 5ª fase da Operação Compliance Zero, que apura crimes contra o sistema financeiro. Entre os alvos da ação está Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do senador Ciro Nogueira (PP).
Por determinação judicial, o investigado deverá utilizar tornozeleira eletrônica e entregar seu passaporte às autoridades. Além disso, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima está proibido de manter comunicação com outros envolvidos no processo.
Detalhes da Investigação
A investigação foca na atuação de Raimundo como administrador formal da CNLF. A empresa teria adquirido ações da Green Investimentos, presidida por Felipe Cançado Vorcaro, por valores substancialmente abaixo da média de mercado. Títulos com valor estimado em R$ 13 milhões teriam sido comprados por R$ 1 milhão.
Segundo a decisão do ministro André Mendonça, a Polícia Federal concluiu que a participação de Raimundo na estrutura empresarial não seria acidental. A suspeita é de que sua posição servisse para conferir cobertura documental a um mecanismo de transferência dissimulada de vantagem econômica ao núcleo político investigado.
O investigado possui histórico no serviço público, tendo atuado como secretário parlamentar no gabinete de Ciro Nogueira no Senado Federal e na Câmara. Raimundo também exerceu a presidência da Agespisa (Águas e Esgotos do Piauí S/A).
Contexto da Operação Compliance Zero
A Operação Compliance Zero foi deflagrada originalmente em novembro de 2025 para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições do SFN (Sistema Financeiro Nacional). O foco central das apurações é o Banco Master.
As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal para apurar a fabricação de carteiras de crédito insubsistentes. Segundo o inquérito, após fiscalização do Banco Central, tais ativos teriam sido substituídos por outros bens sem a devida avaliação técnica.
Até o momento, a operação resultou na prisão do dono do Master, Daniel Vorcaro, e no bloqueio de R$ 12,2 bilhões em contas judiciais. Em desdobramentos ocorridos em 2026, a PF prendeu o ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília), Paulo Henrique Costa, suspeito de receber R$ 140 milhões em propina para viabilizar operações do banco.
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