Agência de inteligência dos EUA amplia ofensiva letal e missões secretas contra cartéis no México

 Agência de inteligência dos EUA amplia ofensiva letal e missões secretas contra cartéis no México

Imagem ilustrativa

A CIA (Central Intelligence Agency) intensificou uma campanha secreta de operações letais no México com o objetivo de desmantelar as redes de narcotráfico no país. Segundo informações obtidas pela CNN, a ofensiva é liderada pela Divisão Terrestre de elite da agência e marca uma escalada significativa na participação direta de agentes norte-americanos em ataques contra membros de cartéis.

Em março deste ano, uma explosão destruiu um veículo em uma rodovia nos arredores da capital mexicana, resultando na morte imediata de Francisco Beltrán, conhecido como “El Payín”. Beltrán era apontado como um integrante de nível médio do Cartel de Sinaloa. Fontes familiarizadas com o caso afirmam que o ataque foi um assassinato premeditado facilitado por agentes da CIA, que teriam escondido um dispositivo explosivo no automóvel.

Operações de Alta Letalidade

A estratégia atual da CIA busca ir além da captura de grandes líderes, como Nemesio “El Mencho” Oseguera Cervantes, focando também em identificar vulnerabilidades sistêmicas e alvejar membros de escalões inferiores. De acordo com as fontes, a letalidade das operações aumentou consideravelmente desde o ano passado, assemelhando-se a missões de combate ao terrorismo realizadas pelos Estados Unidos no Oriente Médio.

O ex-presidente Donald Trump designou diversos cartéis mexicanos como organizações terroristas estrangeiras, o que forneceu a cobertura legal para a ampliação das autorizações de inteligência. Sob a gestão de John Ratcliffe, diretor da CIA, a agência revisou opções legais para o uso de força letal e aumentou a vigilância com drones em território mexicano.

Controvérsia Legal e Diplomática

A atuação da agência ocorre em uma zona cinzenta da legislação mexicana. A Constituição Mexicana proíbe agentes estrangeiros de participar de operações policiais sem permissão expressa do governo federal. O Secretário de Segurança do México, Omar García Harfuch, afirmou que o governo rejeita qualquer versão que sugira a existência de operações letais ou unilaterais por agências estrangeiras no país.

Por outro lado, a porta-voz da CIA, Liz Lyons, classificou a reportagem como “falsa e sensacionalista”, alegando que tais informações colocam vidas americanas em risco. Apesar do sigilo, indícios da presença clandestina surgiram após um acidente de carro no estado de Chihuahua, que vitimou dois agentes da CIA que participavam de uma operação em um laboratório de metanfetamina.

Estrutura de Comando

A expansão das atividades contou com o apoio de Ron Johnson, ex-oficial paramilitar da CIA e embaixador dos Estados Unidos no México. Sua experiência em inteligência facilitou a interlocução com autoridades locais, embora não esteja claro se todas as missões foram coordenadas com o governo mexicano. Analistas como o jornalista José Cárdenas, do Grupo Fórmula, destacam que ataques com explosivos próximos à capital sinalizam uma dimensão inédita e anárquica no conflito contra o crime organizado.

📰 Fonte:CNN BrasilLeia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.
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