Um grupo de tenistas de elite planeja realizar um protesto durante o torneio de Roland Garros, em Paris, para exigir o aumento da premiação financeira. A estratégia principal envolve a redução das aparições na mídia e um boicote parcial à organização do evento francês.
De acordo com informações publicadas pelo The Athletic, os atletas pretendem limitar suas participações em coletivas de imprensa a exatamente 15 minutos. O tempo é uma alusão direta aos 15,6% da receita total do evento destinados aos prêmios dos jogadores, que somam 61,7 milhões de euros (cerca de R$ 360,5 milhões) na cotação atual.
Disparidade financeira e reivindicações
O montante distribuído é considerado desproporcional pelos competidores quando comparado ao faturamento total de Roland Garros, estimado em 395 milhões de euros. O grupo reivindica que a premiação seja elevada para 22% da receita, patamar que estaria em linha com o praticado por torneios de nível 1000 da ATP e da WTA.
Atualmente, o Aberto da França apresenta valores inferiores aos de outros Grand Slams. O Australian Open distribuiu 111,5 milhões de dólares australianos em janeiro, enquanto o US Open pagou US$ 90 milhões e Wimbledon destinou 53,5 milhões de libras em sua última edição.
Estratégia de boicote e adesão
Além da restrição nas coletivas, os atletas planejam não conceder entrevistas exclusivas à imprensa oficial do torneio nem às emissoras detentoras de direitos de transmissão, como TNT Sports e Eurosport. A exceção serão as entrevistas rápidas em quadra, realizadas logo após as partidas, para evitar multas previstas no regulamento.
A mobilização visa forçar mudanças estruturais nos quatro Grand Slams, incluindo uma maior participação dos jogadores na gestão e a possível criação de um Conselho de Jogadores dos Grand Slams. Nomes de peso como Aryna Sabalenka, Coco Gauff, Jannik Sinner e Carlos Alcaraz apoiam a iniciativa.
Aryna Sabalenka, atual número 1 do mundo e uma das porta-vozes do movimento, defendeu a valorização dos atletas:
Quando você vê os números e o valor que os jogadores estão recebendo… sinto que a responsabilidade é nossa. Sinto que sem nós não haveria torneio e nem entretenimento. Com certeza merecemos receber mais.
Os principais jogadores do top 20 do ranking mundial já teriam assinado cartas formais endereçadas aos organizadores dos torneios para formalizar as queixas e as propostas de mudança na distribuição de receitas.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.
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