O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder da China, Xi Jinping, reuniram-se nesta terça-feira (19) em Pequim para o início de uma visita de Estado oficial. O encontro ocorre menos de uma semana após a passagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela capital chinesa, evidenciando a intensa movimentação diplomática na Ásia.
Esta viagem marca a 25ª visita de Vladimir Putin ao território chinês em mais de duas décadas de poder. Durante esse período, as duas nações ampliaram a cooperação em áreas como comércio, energia e segurança, fortalecendo uma parceria estratégica motivada pela desconfiança mútua em relação à influência global de Washington.
Pauta Diplomática e Segurança
De acordo com informações do Kremlin, os chefes de Estado devem discutir a guerra na Ucrânia e as tensões no Oriente Médio. O assessor russo Yury Ushakov indicou que os líderes planejam divulgar uma declaração conjunta defendendo um sistema internacional multipolar, menos dependente da hegemonia americana.
“Os dois lados apoiam-se mutuamente em questões que afetam os interesses fundamentais de ambos os países, incluindo a proteção da soberania e da unidade estatal”, declarou Vladimir Putin em mensagem oficial antes da reunião.
A mídia estatal chinesa, representada pelo jornal Global Times, destacou que a sequência de visitas de líderes mundiais posiciona o país como o ponto focal da diplomacia global contemporânea. O alinhamento entre Moscou e Pequim busca consolidar o que chamam de um “novo tipo de relações internacionais”.
Cooperação Energética e Econômica
Um dos temas centrais da agenda econômica é o projeto do gasoduto Força da Sibéria 2. A infraestrutura é considerada estratégica para ampliar o fornecimento de gás natural russo para o mercado chinês, especialmente após as sanções ocidentais impostas à Rússia.
Atualmente, a Rússia já é a principal fornecedora de petróleo bruto para a China. Desde o início do conflito na Ucrânia, o governo de Xi Jinping ampliou as compras de petróleo russo com desconto, ajudando a mitigar os impactos das sanções econômicas contra o governo de Putin.
No cenário do Oriente Médio, as discussões abrangem a relação com o Irã. Recentemente, Donald Trump buscou garantias de Pequim sobre a segurança no Estreito de Ormuz. Agora, analistas observam se Moscou e Pequim assumirão papel de garantidores de segurança em eventuais negociações de paz envolvendo Teerã.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.
1 Comentário