Uma investigação conduzida pela BBC indica que aproximadamente 2,3 mil militares da Coreia do Norte morreram em combate apoiando a Rússia contra a Ucrânia. O levantamento baseou-se em imagens de satélite e fotografias oficiais de um novo memorial erguido em Pyongyang.
Detalhes
Os dados surgem após a assinatura de um pacto de defesa mútua entre o regime de Kim Jong Un e o governo de Vladimir Putin, firmado em junho de 2024. De acordo com Kim Jin-mu, pesquisador do Korea Institute for Defense Analyses, as tropas foram direcionadas majoritariamente para a região de Kursk. Essa movimentação ocorreu logo após a incursão surpresa das forças ucranianas em território russo, que capturou cerca de mil quilômetros quadrados.
Contexto
Acredita-se que o envio de contingente militar seja parte de uma troca estratégica entre as duas nações. Em contrapartida ao apoio humano na linha de frente, a Coreia do Norte estaria recebendo suprimentos alimentares, recursos financeiros e assistência tecnológica de Moscou. O líder Kim Jong Un já prestou homenagens públicas aos combatentes mortos no conflito, enquanto agências estatais relatam um fluxo contínuo de visitantes ao novo monumento.
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