O ministro Alexandre Padilha afirmou que as restrições impostas pelo governo de Donald Trump, fundamentadas na Lei Magnitsky, não representaram obstáculos para a consolidação de parcerias entre o Brasil e instituições dos Estados Unidos. Em entrevista, o ministro destacou que a estratégia atual foca em atrair empresas e universidades estrangeiras para o território brasileiro, garantindo a transferência de tecnologia para o SUS.
Detalhes das parcerias e cooperação
Alexandre Padilha citou como exemplo de sucesso a incorporação da vacina contra a bronquiolite ao sistema público. O imunizante é resultado de um acordo com uma empresa sediada nos Estados Unidos, que permitiu o compartilhamento de conhecimento com instituições brasileiras. Segundo o ministro, o governo inverteu a lógica de isolamento:
Pelos motivos mais absurdos, ele não nos quer lá, a gente tem trazido as empresas para cá, as universidades para cá
, declarou.
Além da relação com os americanos, o ministro ressaltou a retomada da produção de insulina no país, viabilizada por parcerias estratégicas com a China e a Índia. O projeto envolve a montagem de plataformas tecnológicas biológicas e recombinantes. O Brasil também mantém agendas de cooperação com o Reino Unido e a Europa, incluindo uma rede de combate ao câncer desenvolvida em conjunto com empresas da França.
Contexto político e avaliação governamental
Ao comentar a avaliação do governo em pesquisas de opinião, Alexandre Padilha associou os números ao cenário de polarização política global. Ele mencionou diálogos com autoridades de Portugal e Espanha que enfrentam contextos similares. O ministro acredita que, com o avanço do calendário eleitoral, haverá mais espaço para apresentar resultados na saúde, como o recorde de cirurgias eletivas e a ampliação da cobertura vacinal monitorada pela Organização Mundial de Saúde.
O ministro também teceu críticas ao senador Flávio Bolsonaro, citando episódios como o caso das “rachadinhas” e supostas irregularidades em hospitais federais situados no Rio de Janeiro. Para Alexandre Padilha, o foco da gestão federal permanece na entrega de serviços diretos à população e no fortalecimento da infraestrutura tecnológica do SUS.
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