O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (18) a exploração de petróleo na Margem Equatorial pela Petrobras. Durante cerimônia em São Paulo, o mandatário afirmou que o Brasil precisa ocupar a região com responsabilidade para garantir a soberania sobre os recursos naturais nacionais.
Lula justificou a urgência da exploração citando o comportamento do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o petista, o líder norte-americano poderia tentar avançar sobre o território brasileiro, mencionando exemplos anteriores como as intenções de Trump em relação à Groenlândia e ao Canal do Panamá.
“Nós vamos ocupar. Vamos ocupar, explorar petróleo com a maior responsabilidade e fazer com que esse dinheiro possa ser revertido para garantir o futuro desse país”, declarou o presidente.
Potencial e Desafios
A Margem Equatorial, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte, é considerada pelo Ministério de Minas e Energia como o “novo pré-sal”. Estimativas do governo indicam que a reserva pode permitir a extração de 1,1 milhão de barris de petróleo diariamente, superando a capacidade atual dos campos de Tupi e Búzios na Bacia de Santos.
Em outubro de 2025, o Ibama autorizou a Petrobras a realizar pesquisas exploratórias em águas profundas na região. Apesar do aval, o projeto enfrenta resistência de entidades ambientais devido à alta biodiversidade da Foz do Amazonas, onde a estatal já registrou interrupções técnicas em perfurações recentes.
Diversificação e Terras Raras
Acompanhado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, Lula também defendeu que a companhia atue na extração de terras raras. Ele visitou o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, em Campinas, e destacou que o Brasil possui a segunda maior reserva mundial desses minerais, essenciais para a indústria de tecnologia e defesa.
O presidente encerrou o discurso criticando a influência de Donald Trump em conflitos internacionais, atribuindo ao norte-americano a responsabilidade pela crise de combustíveis ligada ao Irã. Lula reforçou que a Petrobras deve se consolidar como uma empresa de energia ampla para garantir que o país não seja prejudicado por instabilidades externas.
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