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Evolução da Mídia: O Trajeto do Poder da Imprensa de Gutenberg aos Algoritmos de Zuckerberg

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Evolução da Mídia: O Trajeto do Poder da Imprensa de Gutenberg aos Algoritmos de Zuckerberg
Foto: Metrópoles

O jornalista Fernando Flores analisa a trajetória histórica da comunicação, estabelecendo uma conexão entre a prensa de Johann Gutenberg, no século XV, e as plataformas digitais de Mark Zuckerberg. O texto destaca que o controle dos meios de difusão de informação é, historicamente, uma ferramenta para dominar a economia, a política e a percepção social da realidade.

A Ruptura de Gutenberg

Em 1440, Johann Gutenberg adaptou a prensa de vinho para criar o sistema de tipos móveis, encerrando o monopólio da Igreja e da nobreza sobre o conhecimento. Antes restrito a monges copistas e ao latim, o saber passou a circular em línguas vernáculas através de panfletos, como os de Martinho Lutero. Essa mudança foi fundamental para a Reforma Protestante, o desenvolvimento da ciência moderna e a formação do Estado-nação.

O poder institucional reagiu à época com censura e a criação do Index de livros proibidos. No século XIX, o telégrafo e agências como a Reuters transformaram a informação em logística militar e lucro estratégico, acelerando a circulação de notícias em tempo real.

O Século do Broadcasting

Com a invenção do rádio e da televisão, governos descobriram o poder de falar diretamente às massas. Líderes como Franklin D. Roosevelt, Getúlio Vargas e Joseph Goebbels utilizaram o rádio como instrumento de propaganda. No Brasil, a Rede Globo consolidou um padrão técnico e narrativo que definiu a agenda do debate público nacional a partir dos anos 1960.

A Mediação Algorítmica

A promessa de horizontalidade da internet foi substituída pelo modelo de negócio da Meta, empresa de Mark Zuckerberg. Diferente da TV, que falava com milhões simultaneamente, o algoritmo fala com bilhões de forma individualizada, transformando a atenção em mercadoria. O sistema prioriza o conflito e a polarização para gerar engajamento, operando uma mediação invisível e sem auditoria humana.

Segundo Fernando Flores, o próximo capítulo dessa história será definido pela programação da inteligência artificial. O autor conclui que, tanto em 1440 quanto hoje, a tecnologia serve ao propósito de divulgar narrativas que se tornam realidade, transferindo o poder de antigos barões da imprensa para empresas do Vale do Silício.

📰 Fonte: Metrópoles — Leia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.