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Equipes internacionais reforçam buscas por mergulhadores italianos desaparecidos nas Maldivas

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Equipes internacionais reforçam buscas por mergulhadores italianos desaparecidos nas Maldivas
Foto: CNN Brasil

Mergulhadores internacionais especializados em cavernas chegaram às Maldivas para intensificar a busca pelos restos mortais de quatro italianos desaparecidos no Atol de Vaavu. A missão de recuperação foi reforçada neste domingo (17), um dia após a morte de um militar maldivo durante as operações de resgate nas profundezas da ilha.

Três especialistas finlandeses da Divers Alert Network (DAN) desembarcaram no país para traçar uma nova estratégia com a guarda costeira local. De acordo com Mohamed Hussain Shareef, porta-voz do governo, a equipe possui experiência em mergulhos profundos e ambientes obstruídos, tendo sido recomendada pelas autoridades da Itália.

Vítimas e Riscos da Operação

O grupo de italianos estava em uma expedição a bordo do navio Duke of York. Até o momento, apenas o corpo do instrutor Gianluca Benedetti foi localizado na entrada da caverna. As autoridades acreditam que os outros quatro desaparecidos permanecem no interior da estrutura: a professora Monica Montefalcone, da Universidade de Gênova, sua filha Giorgia Sommacal, o biólogo marinho Federico Gualtieri e a pesquisadora Muriel Oddenino.

A tentativa de resgate revelou a extrema periculosidade do local, que atinge 70 metros de profundidade. O sargento Mohamed Mahudhee, mergulhador militar sênior de 43 anos, morreu no sábado (16) devido a complicações durante o processo de descompressão.

Ele era um dos mergulhadores mais experientes, o que mostra o quão desafiador é este mergulho

, afirmou Shareef.

Investigação de Segurança

Uma investigação está em curso para apurar por que os mergulhadores atingiram tamanha profundidade, uma vez que a lei das Maldivas limita o mergulho recreativo a 30 metros. A licença do navio Duke of York foi suspensa, e a agência Albatros Top Boat negou ter autorizado a descida além dos limites legais.

A advogada da operadora, Orietta Stella, informou ao jornal Corriere della Sera que as vítimas eram experientes, mas utilizavam equipamentos recreativos padrão, inadequados para mergulho técnico em cavernas profundas. Especialistas como John Volanthen, do Conselho Britânico de Resgate em Cavernas, destacam que a escuridão total e o acúmulo de sedimentos são os principais obstáculos para a recuperação dos corpos.

As Maldivas, que receberam mais de 2 milhões de turistas em 2024 segundo o Ministério do Turismo local, mantêm comunicação direta com o governo italiano. O presidente Mohamed Muizzu expressou condolências ao presidente Sergio Mattarella pelo que é considerado o maior acidente de mergulho da história do arquipélago.

📰 Fonte: CNN Brasil — Leia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.