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Moeda americana fecha abaixo de R$ 5,00 após Trump adiar ação militar contra o Irã

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Moeda americana fecha abaixo de R$ 5,00 após Trump adiar ação militar contra o Irã
Foto: Infomoney

O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira em queda acentuada de 1,34%, cotado a R$ 4,9987, voltando a operar abaixo do patamar de R$ 5,00. O movimento foi impulsionado pelo anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o adiamento de uma ofensiva militar contra o Irã, o que reduziu a aversão ao risco global. No acumulado do ano, a divisa norte-americana registra desvalorização de 8,93% frente ao real.

Atividade Econômica e Política Monetária

Internamente, o mercado repercutiu os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (BC), o IBC-Br. O indicador apresentou queda de 0,7% em março na comparação com fevereiro, superando a retração de 0,2% prevista por analistas consultados pela Reuters. Apesar do recuo mensal, o primeiro trimestre de 2025 fechou com alta acumulada de 1,3%, servindo como prévia para o Produto Interno Bruto (PIB).

Mesmo com a desaceleração mensal da atividade, a percepção dos investidores é de que o espaço para cortes na taxa Selic, atualmente em 14,50% ao ano, permanece limitado. A pressão inflacionária decorrente dos conflitos no Oriente Médio e a manutenção do petróleo Brent próximo aos US$ 108 o barril sustentam a cautela da autoridade monetária. No mercado futuro da B3, o contrato de dólar para junho recuou 1,17%, aos R$ 5,0150.

Instabilidade Política e Cenário Eleitoral

O cenário político doméstico também influenciou as negociações, com investidores monitorando o escândalo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo reportagem do Intercept Brasil, o parlamentar teria solicitado R$ 134 milhões a Vorcaro para a produção de um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro nega irregularidades e afirma ter buscado capital privado sem contrapartidas.

Para agentes financeiros, o desgaste político da oposição pode favorecer a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outubro, o que gera preocupações sobre o ajuste das contas públicas. José Faria Júnior, diretor da consultoria Wagner Investimentos, destacou que o otimismo com o real arrefeceu após as recentes notícias.

“Naturalmente que o otimismo com o real diminuiu com a notícia de quarta-feira (‘Flávio Day 2’) e agora precisamos entender o quanto o mercado vai seguir desmanchando posições otimistas com relação às eleições”, analisou José Faria Júnior.

O mercado ainda projeta uma possível elevação de juros pelo Federal Reserve nos Estados Unidos e aguarda mudanças no fluxo cambial a partir de julho, em função da safra agrícola.

📰 Fonte: Infomoney — Leia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.