Cotação do dólar encerra estável após veto dos EUA a proposta nuclear do Irã

 Cotação do dólar encerra estável após veto dos EUA a proposta nuclear do Irã

Foto: Infomoney

O dólar à vista encerrou a sessão desta segunda-feira com oscilação mínima, fechando próximo da estabilidade a R$ 4,8911, com queda de 0,10%. O desempenho da moeda refletiu a cautela global após o governo dos Estados Unidos rejeitar a contraproposta do Irã para um acordo de paz, somada aos ajustes nas expectativas inflacionárias brasileiras.

No acumulado do ano, a divisa norte-americana registra uma desvalorização de 10,89% frente ao real. Na B3, o contrato de dólar futuro para junho apresentava uma leve alta de 0,03% no fim da tarde, negociado a R$ 4,9165, em um cenário de liquidez restrita com cerca de 128 mil contratos movimentados.

Tensões Geopolíticas

O cenário externo foi pressionado pelas declarações do presidente Donald Trump, que classificou como “totalmente inaceitável” a resposta de Teerã à proposta norte-americana para encerrar o conflito que já dura dez semanas. A negativa impactou o apetite por risco, fortalecendo o dólar perante moedas de países emergentes.

Através de suas redes sociais, Donald Trump foi enfático sobre o posicionamento iraniano:

“Acabo de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gostei.”

Segundo informações publicadas pelo Wall Street Journal, o Irã teria se disposto a transferir parte de seu estoque de urânio enriquecido para um país terceiro, mas se recusou a desmantelar instalações nucleares. A agência semioficial Tasnim, vinculada ao governo iraniano, contestou a veracidade da reportagem.

Cenário Interno e Juros

No Brasil, o mercado financeiro recalibrou as projeções para os indicadores macroeconômicos. De acordo com dados coletados junto a economistas, a previsão para a inflação de 2026 foi elevada, o que impactou diretamente as expectativas para a taxa Selic. Para o fechamento de 2027, a projeção dos juros subiu de 11,00% para 11,25% ao ano.

A manutenção de taxas elevadas pelo Banco Central do Brasil tem sido um dos pilares para a atração de capital estrangeiro. O diferencial de juros em relação aos Estados Unidos, onde as taxas operam entre 3,50% e 3,75%, favorece o real e mantém as cotações do dólar em patamares inferiores aos registrados em períodos anteriores de volatilidade.

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Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.
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