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Justiça italiana rejeita extradição de Carla Zambelli e ordena soltura da ex-deputada

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Justiça italiana rejeita extradição de Carla Zambelli e ordena soltura da ex-deputada
Foto: G1 Política

A Corte Suprema de Cassação da Itália, instância máxima do Judiciário do país, negou nesta sexta-feira (22) o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil. Segundo o advogado de defesa, Alessandro Sammarco, a decisão anula o parecer anterior que autorizava o envio da brasileira ao sistema prisional nacional.

De acordo com Sammarco, a previsão é que Zambelli receba o alvará de soltura neste sábado (23). Até o momento, o tribunal italiano não emitiu um posicionamento oficial público sobre a decisão, e o Ministério da Justiça da Itália ainda detém a prerrogativa técnica de se manifestar sobre o caso, embora a corte tenha decidido contra o pedido formulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Detalhes do Processo

A decisão proferida nesta sexta-feira refere-se especificamente ao processo em que Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A ex-parlamentar está detida desde o dia 29 de julho de 2025 no presídio de Rebibbia, localizado nos arredores de Roma, em uma ala destinada a regimes de segurança média e alta.

Apesar do resultado favorável à defesa neste processo, Zambelli ainda enfrenta um segundo pedido de extradição na Itália. Esta outra ação é relativa ao episódio em que a então deputada foi filmada portando uma arma de fogo e perseguindo um homem na véspera da eleição de 2022, em São Paulo. Não há data definida para o julgamento deste segundo pleito pelas autoridades italianas.

Histórico e Fuga

Considerada foragida pela Justiça brasileira, Carla Zambelli deixou o Brasil em 25 de maio de 2025 através da fronteira terrestre com a Argentina, em Foz do Iguaçu (PR). Como a travessia na região não exige controle migratório rigoroso, a saída não foi registrada pela Polícia Federal (PF) no momento da evasão.

Após passar por Buenos Aires e pelos Estados Unidos, a ex-deputada desembarcou em Roma em 5 de junho, horas antes de seu nome ser incluído na difusão vermelha da Interpol. Sua localização exata no subúrbio de Aurelio foi denunciada às autoridades pelo deputado italiano Angelo Bonelli, o que resultou em sua prisão imediata.

A defesa de Zambelli sustenta que ela é alvo de perseguição política no Brasil. Durante o período de detenção em Rebibbia, os advogados utilizaram pareceres da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados para reforçar a tese de que o processo de cassação e as condenações do STF teriam motivação ideológica.

📰 Fonte: G1 Política — Leia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.