O diretor de futebol do Goiás, Michel Alves, admitiu neste sábado (23) que o elenco esmeraldino apresenta carências no setor ofensivo para a sequência da temporada. Apesar da necessidade reconhecida de reforços, o dirigente ressaltou que novos movimentos no mercado dependem estritamente de disponibilidade orçamentária e responsabilidade financeira.
O diagnóstico de Michel Alves ocorre em um cenário de restrições nos bastidores do Goiás. Recentemente, o diretor confirmou que a instituição enfrenta um mês de salários atrasados, o que inclui pendências em vencimentos e direitos de imagem dos atletas.
Dificuldades no setor ofensivo
De acordo com o dirigente, a saída de Jajá para o Remo reduziu drasticamente as opções da comissão técnica para o ataque. Michel Alves utilizou o desempenho da equipe no empate contra o Botafogo-SP como exemplo da urgência por novas alternativas táticas no setor de frente.
“Se a gente analisar o elenco, especialmente o último jogo contra o Botafogo, talvez exista uma carência maior no setor ofensivo, especialmente após a saída do Jajá para o Remo, de um atleta com características semelhantes para dar mais possibilidades à comissão técnica. Isso é fato”, afirmou o diretor.
Planejamento para a janela de julho
Visando o período de transferências coordenado pela CBF em julho, o Goiás já iniciou o mapeamento de mercado. O diretor revelou que existem jogadores interessados em defender o clube, mas reiterou que nenhuma contratação será oficializada sem o respaldo financeiro necessário para honrar os compromissos.
Michel Alves destacou que sua função exige equilíbrio entre as necessidades técnicas e a realidade contábil da organização. Segundo ele, o foco principal é garantir que o Goiás tenha um elenco competitivo para buscar o acesso, sem comprometer a saúde financeira do clube no longo prazo.
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