O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (19/5) que a resiliência da economia brasileira e o baixo nível de desemprego continuam a exercer pressão sobre as taxas de juros. Durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, o dirigente destacou que, mesmo com a política monetária em patamar restritivo, os indicadores de atividade seguem aquecidos.
Segundo Gabriel Galípolo, o cenário atual apresenta renda em crescimento e inflação pressionada, o que exige uma postura vigilante da autoridade monetária. Ele explicou que o principal instrumento do Banco Central para convergir a inflação à meta é a taxa de juros, que deve ser ajustada conforme a demanda pressione a oferta.
“O instrumento do BC para colocar a inflação na meta é a taxa de juros, e toda vez que esses indicadores mostram uma demanda pressionando a oferta colocando a inflação mais distante da meta, a resposta demandada do BC é colocar o juros num patamar mais restritivo”
Pressão Inflacionária
O presidente da autarquia ressaltou que as taxas brasileiras são consideradas restritivas em comparação a outros países. No entanto, a força dos indicadores econômicos locais, como o índice de desemprego no menor valor da série histórica, justifica a manutenção do rigor para assegurar o controle dos preços a longo prazo.
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