URGENTE
Últimas Notícias Variedades

Estudos analisam como os níveis de vitamina B12 influenciam o risco e o diagnóstico de câncer

Compartilhar:
Estudos analisam como os níveis de vitamina B12 influenciam o risco e o diagnóstico de câncer
Foto: Metrópoles

Os professores Ahmed Elbediwy e Nadine Wehida, ambos da Kingston University, publicaram uma análise detalhada na plataforma The Conversation Brasil sobre a complexa relação entre a vitamina B12 e o câncer. A substância, também conhecida como cobalamina, é vital para a produção de glóbulos vermelhos e para o reparo do DNA, mas níveis desequilibrados no organismo têm despertado a atenção da comunidade científica.

De acordo com os especialistas, a vitamina B12 desempenha um papel central na precisão da cópia celular. Quando os níveis estão excessivamente baixos, o DNA pode ser replicado incorretamente, gerando mutações que elevam o risco de tumores, especialmente o câncer de cólon. Por outro lado, pesquisas recentes indicam que níveis elevados da vitamina no sangue também podem estar associados a riscos aumentados, configurando uma relação em formato de “U”.

Detalhes

Um estudo de caso-controle realizado no Vietnã em 2025 reforçou a importância do equilíbrio, demonstrando que tanto a ingestão insuficiente quanto a excessiva de B12 estão ligadas a maiores riscos oncológicos. No entanto, os pesquisadores ressaltam que a associação não prova causalidade direta. A preocupação teórica é que, se células pré-cancerosas já existirem, a alta disponibilidade de nutrientes que favorecem o crescimento celular poderia apoiar o desenvolvimento do tumor.

Análises observacionais sugeriram um ligeiro aumento no risco de câncer de pulmão em homens e fumantes que utilizam suplementação de longo prazo com altas doses de B6 e B12. Contudo, estudos sobre suplementos de alta dosagem não demonstraram efeitos protetores claros contra a incidência geral da doença. A única exceção notável foi uma redução específica no risco de melanoma relatada em uma análise isolada.

Contexto

A presença de níveis elevados de B12 em pacientes já diagnosticados com câncer é frequentemente classificada como um “epifenômeno”. Segundo pesquisas de 2022 e 2024, o aumento da vitamina no sangue costuma ser uma consequência da doença, e não sua causa. Isso ocorre porque tumores podem danificar o fígado, liberando estoques da vitamina, ou elevar a produção de proteínas que se ligam à B12 na corrente sanguínea.

Nesse cenário, a vitamina B12 torna-se um marcador clínico relevante. Um estudo projetado para 2026 aponta que pacientes com câncer de cólon e níveis muito altos de B12 apresentam sobrevida mediana de cinco anos, contra onze anos daqueles com níveis normais.

“Níveis elevados e persistentes de vitamina B12, sem causa aparente, não devem ser ignorados. Isso pode indicar doença hepática ou um câncer subjacente ainda não detectado”

, afirmam os autores da Kingston University.

Para a maioria da população, a ingestão via dieta regular — composta por carnes, ovos e laticínios — é segura e não oferece riscos de excesso. A recomendação final dos especialistas, replicada pelo Metrópoles, é evitar megadoses de suplementos sem orientação médica e focar em hábitos saudáveis de longo prazo para a prevenção de doenças.

📰 Fonte: Metrópoles — Leia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.