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Drones na Guerra: Como a Tecnologia de Baixo Custo Redefiniu Conflitos e a Segurança Europeia

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Drones na Guerra: Como a Tecnologia de Baixo Custo Redefiniu Conflitos e a Segurança Europeia
Foto: CNN Brasil

A guerra na Ucrânia consolidou o uso massivo de drones, transformando aeronaves não tripuladas em peças centrais das táticas militares contemporâneas. Originalmente ferramentas de nicho, esses dispositivos agora integram a estrutura básica das forças armadas ucranianas, sendo utilizados para rastreio, guia de artilharia e ataques diretos. A escalada tecnológica e a frequência de incursões em espaços aéreos de países membros da Otan têm forçado líderes europeus a repensarem as defesas do continente.

A Ascensão dos Drones FPV e o Impacto Tático

O drone FPV (visão em primeira pessoa) emergiu como uma das armas mais letais e econômicas do conflito, com custo de produção estimado em cerca de US$ 500. Controlados remotamente por pilotos em terra, esses equipamentos são capazes de atingir pontos vulneráveis de tanques, como o motor ou a escotilha, com precisão superior à artilharia convencional. Segundo relatos de soldados, a onipresença desses dispositivos forçou o recuo de blindados pesados das linhas de frente e dificulta a movimentação de tropas em trincheiras.

Incursões no Espaço Aéreo Europeu e Resposta da Otan

A Romênia registrou, em 25 de novembro, a 13ª violação de seu espaço aéreo por drones desde o início da invasão russa em 2022. O incidente exigiu o acionamento de caças romenos e alemães da Otan para responder a uma incursão que penetrou profundamente no território romeno. Outros países como a Polônia, Estônia e Lituânia também relataram incidentes recentes envolvendo drones Gerbera russos, que são baseados em modelos iranianos.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou ser o momento de a Europa construir um “muro de drones” para proteger seu flanco leste. Atualmente, a Otan enfrenta um desafio de custos, utilizando sistemas Patriot e caças F-35 e F-16, avaliados em bilhões de dólares, para interceptar drones que custam uma fração desses valores.

Impacto na Infraestrutura Civil e Militar

Além das zonas de combate, a presença de drones tem interrompido operações em aeroportos civis por todo o continente. Na Bélgica, os aeroportos de Bruxelas e Liège foram fechados temporariamente em novembro. Na Dinamarca, a primeira-ministra Mette Frederiksen classificou como “ataque híbrido” a interrupção do tráfego em seis aeroportos, incluindo o de Copenhague.

Relatórios do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) e de autoridades locais indicam que países como Alemanha, Noruega, Tchéquia e Espanha também detectaram drones sobre instalações militares e aeroportos. Na Polônia, o Ministro da Defesa Wladyslaw Kosiniak-Kamysz confirmou a interceptação de aeronaves russas sobre o Mar Báltico, evidenciando a pressão constante sobre as fronteiras europeias.

📰 Fonte: CNN Brasil — Leia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.