A Ypê anunciou a suspensão do ressarcimento financeiro aos consumidores nesta sexta-feira, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revisar a obrigatoriedade de recolhimento imediato de produtos com lotes terminados em 1. A agência manteve a proibição de comercialização e uso, mas agora exige que a empresa apresente um plano de ação detalhado antes de prosseguir com a retirada dos itens de circulação.
Detalhes sobre a suspensão do ressarcimento
Em entrevista, o diretor-executivo de assuntos jurídicos e corporativo da Ypê, Sergio Pompilio, afirmou que o envio de valores via Pix só será discutido novamente após a análise de novos laudos técnicos. Segundo o executivo, a manutenção da suspensão de uso não obriga o ressarcimento imediato sem a confirmação de inaptidão por laboratórios autorizados pelo órgão regulador.
A decisão de hoje não obriga a empresa a fazer esse ressarcimento. O que está valendo hoje é exatamente a suspensão de uso. (…) Se o laudo vindo de um laboratório autorizado pela Anvisa disser que os produtos fabricados não estão aptos ao uso, aí eu vou voltar a falar de Pix
Anteriormente, a Ypê havia disponibilizado um canal oficial em seu site para que os clientes solicitassem o reembolso. O formulário exigia dados pessoais e a chave Pix para a devolução dos valores referentes aos produtos afetados pela medida cautelar.
Contexto e fiscalização
A crise sanitária envolve a detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa em saneantes da companhia. As investigações foram motivadas por denúncias da concorrente Unilever, que levaram a fiscalizações da agência reguladora e à identificação de falhas nos processos produtivos em mais de 100 lotes.
Apesar das sanções e do risco sanitário apontado pela Anvisa, a Ypê emitiu nota reafirmando que seus controles internos garantem a segurança dos produtos. A empresa aguarda agora o trâmite do plano de ação para definir os próximos passos em relação ao mercado e aos consumidores.
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