O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro confirmou, nesta sexta-feira (15), sua participação direta na captação de recursos para o filme “Dark Horse”, que aborda a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A nova declaração surge após o site The Intercept Brasil revelar contratos em que o parlamentar figura como produtor-executivo do projeto.
Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Eduardo Bolsonaro afirmou ter levantado cerca de R$ 350 mil por meio de seu curso de política, denominado “Ação Conservadora”. Segundo ele, o valor foi convertido em US$ 50 mil e enviado aos Estados Unidos para custear a permanência do diretor da produção por dois anos.
Detalhes da Transação
O ex-deputado relatou que o montante foi entregue a Mario Frias, ex-ministro da Cultura, que também assina a produção-executiva do longa-metragem. A versão atual contrasta com afirmações anteriores de Eduardo Bolsonaro, que havia negado envolvimento na gestão financeira ou administrativa da obra.
A manifestação buscou refutar a hipótese de que o financiamento teria partido de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. O senador Flávio Bolsonaro também defendeu o irmão, alegando que os aportes financeiros foram provenientes de recursos próprios e atividades privadas de Eduardo Bolsonaro.
Contexto
O caso ganhou repercussão após a divulgação de áudios e documentos que sugeriam uma estrutura de financiamento diferente da declarada inicialmente pela família Bolsonaro. A produção do filme segue como ponto de atenção em meio às articulações políticas do grupo, enquanto Mario Frias, agora vinculado formalmente ao projeto nos documentos citados, mantém o papel de articulador junto ao mercado internacional.
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