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Vítima de ataque brutal com foice no Ceará relata ameaças prévias e histórico de violência do ex-companheiro

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Vítima de ataque brutal com foice no Ceará relata ameaças prévias e histórico de violência do ex-companheiro
Foto: G1

Ana Clara Antero de Oliveira, de 21 anos, detalhou em entrevista as circunstâncias do ataque brutal que sofreu no dia 1º de maio, em Quixeramobim, no interior do Ceará. A jovem teve as mãos decepadas pelo cunhado, Evangelista Rocha dos Santos, de 34 anos, após incitação do então namorado da vítima, Ronivaldo Rocha dos Santos, de 40 anos.

O crime ocorreu após uma discussão entre o casal motivada por ciúmes e questões financeiras. Segundo a investigação da Polícia Civil do Ceará, Ronivaldo chamou o irmão e o instigou a atacar a jovem com uma foice. Ana Clara relatou que, embora tivesse pouco contato com a família do agressor, Evangelista já havia manifestado a intenção de feri-la gravemente em conversas com o padrasto dela.

Detalhes do Ataque e Prisões

Durante o depoimento, Evangelista Rocha dos Santos confessou ter levado a foice por conta própria, afirmando que já agia com premeditação. Ele desferiu golpes que atingiram o rosto, ombro, perna e braços da vítima, resultando no decepamento de uma das mãos e no esmagamento da outra. Ana Clara relatou que precisou fingir que estava morta para que as agressões parassem.

Os dois irmãos foram presos em flagrante no dia do crime e, em 17 de maio, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) aceitou a denúncia contra ambos. Agora réus por tentativa de feminicídio, os acusados aguardam julgamento em regime fechado. O Ministério Público do Ceará (MPCE) solicitou ainda o pagamento de uma indenização de R$ 97 mil à vítima.

Histórico de Abuso

A vítima revelou que mantinha um relacionamento abusivo com Ronivaldo Rocha dos Santos há cerca de dois anos. Ela afirmou ter abandonado a faculdade e a academia para tentar conter os ciúmes excessivos do parceiro, que já havia cometido agressões físicas anteriormente. Em uma das ocasiões, o homem teria utilizado um copo térmico para bater na jovem.

Análises de áudios realizadas pela Delegacia Municipal de Quixeramobim indicam que os irmãos viam a violência como um método de imposição de “submissão e respeito”. Em um dos registros, Ronivaldo afirma que deveria ter agredido a namorada anteriormente para que ela o respeitasse.

Atualmente, Ana Clara Antero de Oliveira recupera-se de três cirurgias complexas e realiza sessões de fisioterapia após o reimplante das mãos. Em entrevista à TV Verdes Mares, ela deixou um alerta para outras mulheres:

“Eu quero que isso melhore, que as mulheres que passam por isso se saiam. Procure uma ajuda psiquiátrica, psicológica, converse com um amigo… Se saia, não esconda”

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📰 Fonte: G1 — Leia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.