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VÁRIOS ESTADUAIS, UMA FEDERAL: MAGALY EMBARALHA APOIOS, IRRITA ALIADOS E DEIXA SINAIS DE IRREGULARIDADES

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A campanha de Magaly (PP) começa a levantar uma pergunta incômoda em Cáceres: afinal, com quem ela está? A candidata a deputada federal iniciou sua caminhada cercada por lideranças do próprio grupo e teve Paulo Araújo (Republicanos), candidato a deputado estadual, presente no lançamento oficial de sua candidatura. A aproximação entre os dois também antecede a eleição: em julho, Magaly assinou indicação na Câmara de Cáceres direcionada justamente ao gabinete de Paulo Araújo.

Só que, na reta final, apareceu uma nova dobradinha. Em 22 de setembro, Magaly participou de um grande ato com Valmir Moretto (Republicanos), também candidato a deputado estadual na mesma chapa de Paulo, e a parceria entre os dois foi oficialmente apresentada como uma “dobradinha”. Ou seja: Paulo e Moretto concorrem ao mesmo cargo, enquanto Magaly circula politicamente entre as duas candidaturas?

É aí que o discurso de parceria começa a ficar desconfortável. Para quem entrou na campanha esperando compromisso e reciprocidade, ver a candidata federal fortalecendo mais de um nome na mesma disputa estadual pode soar como jogo duplo político. Não cabe afirmar que isso seja ilegal sem uma irregularidade eleitoral comprovada, mas politicamente a cobrança é inevitável: qual dos parceiros pode confiar que tem, de fato, o apoio de Magaly?

E existe dinheiro considerável envolvido nessa campanha, e quem sabe da história de Paulo sabe da influência dele no PP.

Os dados eleitorais disponíveis registram R$ 908 mil arrecadados, destes, 900 mil do partido(PP), e aproximadamente R$ 592 mil em despesas contratadas pela candidatura até o momento. Isso comprova a necessidade de transparência e até que ponto os eleitores estão certos de vê-la como “traíra”, será que o tempo e a urna vai responder de forma negativa? Quando uma campanha movimenta quase R$ 1 milhão e ao mesmo tempo coleciona ações duvidosas, dobradinhas com concorrentes, aliados e eleitores têm todo o direito de perguntar: a campanha é para eleger Magaly ou virou instrumento de enriquecimento e conveniência política? Para alguém que se diz leve e da nova política está sendo candidata de forma muito errada.