A atriz Tata Werneck, 42, rebateu críticas sobre a suposta falta de diversidade em seus papéis em produções televisivas. Durante o evento de lançamento de "Quem Ama Cuida", próxima novela das 21h da TV Globo, a artista afirmou que os comentários negativos sobre sua atuação reforçam um comportamento machista na indústria do entretenimento.
Em entrevista ao portal Papel Pop, Tata Werneck explicou que, embora suas personagens transitem por um universo comum de figuras excêntricas, ela busca diferenciar cada interpretação. A atriz mencionou que o estigma de repetir tipos surgiu com a personagem Danda, de "I Love Paraisópolis" (2015), devido a semelhanças com a popular Valdirene, de "Amor à Vida" (2013).
"Não é que eu fiz uma neurocirurgiã, uma carcereira, uma dona de casa tímida. Não… Elas têm um universo parecido, e para todas elas eu dei um tom diferente"
Diferença de gênero nas críticas
A humorista admitiu que empresta traços de sua própria personalidade, como a rapidez no raciocínio e a falta de filtros, para compor seus papéis na TV Globo. No entanto, Tata Werneck ressaltou que a cobrança por versatilidade radical é aplicada de forma desproporcional entre homens e mulheres no setor audiovisual.
"Falam isso geralmente de mulheres do que de homens. Tem vários atores que eu posso citar que fazem sempre o mesmo… Pegam mais no meu pé, mas está tudo certo, podem pegar, eu vou continuar dedicada para fazer o melhor que eu puder"
Tata Werneck concluiu afirmando que seu foco permanece em entreter o público, independentemente das críticas. A atriz integra o elenco principal da nova trama do horário nobre, onde deve manter sua característica veia cômica.
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