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Presidente do FGC projeta manutenção da instabilidade no mercado e defende modernização do fundo

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Presidente do FGC projeta manutenção da instabilidade no mercado e defende modernização do fundo
Foto: CNN Brasil

Daniel Lima, presidente do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), afirmou nesta quinta-feira (21) que a natureza dinâmica do mercado financeiro exige que o fundo passe por revisões constantes. Durante sua participação no Congresso Abipag, o executivo defendeu que a entidade se adapte com a mesma velocidade observada na indústria bancária.

Ao comentar as perspectivas para o setor, Lima divergiu da visão de uma pacificação próxima no cenário econômico. O posicionamento foi uma resposta direta a Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central, que também participou do evento.

“O Ailton [de Aquino] disse que tem expectativa de que as coisas se acalmem mais para frente. Acho difícil de acontecer. Gostaria que fosse, mas não acho que vai acontecer. Temos um mercado dinâmico. O que a gente pensa de ajustes no próprio FGC, é uma discussão sempre viva e precisa ser assim para se adaptar na mesma velocidade da indústria”, declarou Daniel Lima.

Necessidade de nova legislação

O diretor Ailton de Aquino defendeu a urgência de convencer o Congresso Nacional a aprovar uma nova lei de resolução bancária. Segundo o diretor, cujo mandato se encerra em oito meses, a atual Lei 6.024, em vigor desde a década de 1970, não oferece mais as respostas necessárias para o contexto financeiro atual.

Durante sua gestão, Aquino conduziu a liquidação do conglomerado Master. Ele enfatizou que o sucesso de futuras operações de resolução não deve depender das dificuldades enfrentadas no modelo vigente.

Impacto da liquidação do Banco Master

Apesar de ser classificado como uma instituição de pequeno porte (S3), a liquidação do Banco Master terá um impacto bilionário nas contas do FGC. Estima-se um desembolso de R$ 40,6 bilhões para o ressarcimento de credores, valor que ultrapassa R$ 50 bilhões ao incluir outras instituições financeiras ligadas ao caso.

O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em depoimento à Polícia Federal, que a estratégia de negócios da instituição era integralmente baseada nas garantias oferecidas pelo fundo. Segundo ele, o plano seguia as regras vigentes na época, que teriam sido alteradas após o crescimento do banco.

“O plano de negócio do Banco Master era 100% baseado no FGC e não havia nada de errado nisso, essa era a regra do jogo. E após a gente começar e começar a crescer, muda-se a regra do jogo”, disse Vorcaro.

Daniel Lima concluiu ressaltando que, embora o FGC não tenha sido concebido para fomentar a competição no Sistema Financeiro Nacional, o efeito do fundo nessa agenda é inegável e precisa ser gerido. Para o presidente da entidade, a estabilidade do sistema é premissa básica para um mercado competitivo e eficiente.

📰 Fonte: CNN Brasil — Leia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.