O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta segunda-feira (19), as novas diretrizes curriculares nacionais para os cursos de graduação em Enfermagem no Brasil. A resolução, aprovada pelo **Conselho Nacional de Educação (CNE)** e veiculada no Diário Oficial da União, determina que os cursos de bacharelado passem a ter carga horária mínima de 4 mil horas obrigatoriamente presenciais.
A medida também fixa o prazo mínimo de cinco anos para a conclusão da graduação. As instituições de ensino superior terão até o dia 30 de junho de 2028 para adaptar seus currículos às novas exigências, que substituem as regras vigentes desde 2001.
Foco na prática e estágios
A nova regulamentação amplia significativamente o peso dos estágios supervisionados, que deverão representar ao menos 30% da carga horária total do curso. O texto define uma divisão rígida para a formação prática: 50% na atenção primária, voltada às **Unidades Básicas de Saúde (UBS)** e equipes da **Estratégia Saúde da Família (ESF)**, e 50% na média e alta complexidade, em hospitais e serviços especializados.
Segundo o **MEC**, o objetivo principal é alinhar a formação dos profissionais às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS) e às necessidades sociais da população. O perfil esperado do enfermeiro recém-formado é definido como generalista, humanista, crítico e ético, comprometido com a cidadania.
Temas estratégicos
As universidades deverão adotar metodologias ativas de ensino, estreitando os laços entre a academia e os serviços de saúde. O novo currículo torna obrigatória a inclusão de temas como segurança do paciente, ética, pesquisa científica, gestão em saúde e trabalho interprofissional. A norma também prevê conteúdos voltados à redução de desigualdades e à valorização da diversidade no atendimento de saúde.
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