A mergulhadora italiana Monica Montefalcone, uma das cinco vítimas de um acidente em cavernas submarinas nas Maldivas, possuía um histórico de resiliência no mar. Segundo familiares, ela havia sobrevivido ao tsunami de 2004 enquanto mergulhava na costa do Quênia.
O incidente fatal ocorreu na última quinta-feira (14), enquanto o grupo explorava uma área a cerca de 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Itália, as vítimas tentavam realizar uma expedição em cavernas próximas a Alimathaa.
Histórico e Resiliência
O marido da mergulhadora, Carlo Sommacal, relatou que Monica Montefalcone conseguiu retornar à superfície durante o tsunami de 2004 com o apoio de profissionais experientes. Mesmo após enfrentar um longo período de recuperação por graves complicações de saúde decorrentes daquele evento, ela decidiu retomar as atividades subaquáticas.
“Ela tinha duas vidas — uma em terra e outra em seu ambiente, a água”, afirmou Carlo Sommacal.
Montefalcone tinha uma trajetória ligada à preservação ambiental, com registros de atuação divulgados pelo Greenpeace. Sua paixão pelo ecossistema marinho foi um traço marcante de sua vida pessoal e profissional.
Vítimas Identificadas
Além de Montefalcone, o governo das Maldivas confirmou o falecimento de sua filha, Giorgia Sommacal. O grupo era composto por outros profissionais qualificados do setor.
As demais vítimas foram identificadas como o biólogo marinho Federico Gualtieri, a pesquisadora Muriel Oddenino e o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti. As autoridades locais e o consulado italiano acompanham o caso para os procedimentos de repatriação.
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