Guepardo Investimentos revela estratégia de fundo com retorno de 11.500% em 25 anos
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A Guepardo Investimentos, gestora sediada em São Paulo com R$ 5,96 bilhões sob gestão, divulgou sua nova carta trimestral detalhando as teses que sustentam o retorno de 11.500% de seu fundo mais antigo. Desde maio de 2001, a casa mantém uma rentabilidade anual líquida de 21,1% para os cotistas, baseada em investimentos de longo prazo em empresas brasileiras.
De acordo com Octavio Magalhães, que comanda a gestora, o resultado é fruto de disciplina operacional e controle emocional frente às oscilações da B3. A casa defende que a seleção criteriosa de ativos é a forma mais eficaz de multiplicação de patrimônio no cenário nacional, independentemente de momentos de euforia ou pânico no mercado financeiro.
Destaques do Portfólio
No setor de consumo, a Vulcabras (VULC3) é apontada como a principal favorita atual. A fabricante de calçados atingiu, pela primeira vez, uma receita trimestral superior a R$ 1 bilhão, registrando o 22º resultado crescente consecutivo. A Guepardo Investimentos destaca que a companhia tem conseguido elevar o valor agregado de seus produtos sem comprometer o volume de vendas.
Já o Grupo Ultra (UGPA3) é beneficiado pela performance da Ipiranga, que alcançou sua melhor margem trimestral em dois anos. O desempenho foi impulsionado por ações coordenadas entre a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Receita Federal e a Polícia Federal no combate à ilegalidade no setor de combustíveis. A volatilidade do petróleo devido aos conflitos no Oriente Médio também é vista como uma oportunidade para grandes distribuidoras com capacidade de importação.
No segmento de saúde, a gestora mantém confiança no Fleury (FLRY3), especialmente após a aquisição do laboratório FEMME por R$ 207 milhões em novembro. A estratégia de consolidação e sinergia é vista como um motor de valor contínuo para a companhia.
Infraestrutura e Commodities
A operadora de shoppings Allos (ALOS3) é classificada como uma geradora de caixa previsível, tendo cumprido suas projeções de EBITDA em 2025. A gestora estima dividendos mensais de R$ 0,29 por ação para 2026. No modal ferroviário, a Rumo (RAIL3) passa por uma fase de ajuste tarifário para ganho de escala, com sinais de retomada já no início de 2026 favorecidos pelo encarecimento dos combustíveis rodoviários.
Sobre a Gerdau (GGBR4), a Guepardo Investimentos ressalta que a operação na América do Norte responde por 73% do EBITDA consolidado. Embora o mercado brasileiro sofra pressão do aço chinês, a gestora aposta em medidas de defesa comercial para uma inflexão positiva. Na Klabin (KLBN11), o foco permanece na desalavancagem financeira e na diversificação de portfólio, apesar de um trimestre impactado por paradas de manutenção.
Por fim, a posição no Grupo Mateus (GMAT3) é mantida sob a premissa de eficiência interna. A companhia iniciou um plano de corte de despesas de R$ 400 milhões anuais para mitigar a queda recente nas margens e nas vendas.
“O tempo é o senhor da razão e, na bolsa brasileira, a sobrevivência é o maior de todos os prêmios”
, conclui o documento da gestora.
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