Mini-índice WINM26 recua 1,24% e amplia pressão vendedora com foco no cenário externo
Foto: Infomoney
Os contratos de mini-índice (WINM26), com vencimento em junho, encerraram a sessão de 11 de maio em queda de 1,24%, cotados aos 184.600 pontos. O movimento retoma o fluxo vendedor após uma breve tentativa de recuperação, acompanhando o recuo superior a 1% do Ibovespa.
O cenário de cautela foi impulsionado pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio e pela estagnação nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Esse contexto elevou os preços do petróleo devido aos riscos operacionais no Estreito de Ormuz, enquanto as bolsas globais operaram sem direção definida, mantendo investidores em compasso de espera.
Fatores Internos e Setoriais
No Brasil, o índice sofreu pressão direta da forte queda das ações de bancos. O recuo do setor financeiro sobrepôs-se à valorização da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR4), que registraram ganhos na última sessão.
O mercado monitora agora a reta final da temporada de balanços corporativos e a divulgação de dados de inflação no Brasil e nos EUA. De acordo com o analista técnico Rodrigo Paz, da Infomoney, esses indicadores devem elevar a volatilidade para o trader de mini-índice ao longo das próximas sessões.
Análise Técnica e Níveis de Suporte
No gráfico de 15 minutos, observa-se que o fluxo vendedor ganhou força, mantendo o ativo abaixo das médias móveis. Para a continuidade da baixa, o índice precisa romper a região de suporte entre 184.350 e 183.940 pontos, o que poderia acelerar as perdas em direção aos 181.300 pontos.
Para uma reação compradora, é necessária a superação da resistência em 184.675 e 185.275 pontos. Caso ocorra o rompimento, há espaço para recuperação até a faixa de 186.635, com projeções mais longas atingindo os 187.785 pontos.
No gráfico diário, o WINM26 mantém tendência de baixa no curtíssimo prazo, operando abaixo das médias de 9 e 21 períodos. Segundo Rodrigo Paz, a perda do patamar de 183.645 pontos pode ampliar o movimento corretivo até os 176.630 pontos. Por outro lado, a retomada consistente da alta depende da superação da zona entre 188.500 e 192.600 pontos.
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