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Base Bolsonarista vê Flávio Bolsonaro como ‘Tóxico’ após Escândalo com Banco Master

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Base Bolsonarista vê Flávio Bolsonaro como 'Tóxico' após Escândalo com Banco Master
Foto: G1 Política

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta um crescente isolamento dentro de sua própria base de sustentação após a revelação de seus vínculos com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Interlocutores de setores estratégicos, como o mercado financeiro e o agronegócio, já classificam o parlamentar como um “ativo tóxico”, gerando receio de contaminação política para as eleições de 2026.

A crise atinge os pilares fundamentais do campo conservador: o mercado financeiro, o agronegócio, o segmento evangélico e a classe política. O principal desafio de Flávio Bolsonaro sempre foi expandir sua influência para além do núcleo ideológico, mas o cenário atual, datado de 22 de maio de 2026, aponta para uma retração e cautela entre antigos apoiadores.

Resistência no Mercado Financeiro

No setor econômico, a situação é descrita como delicada. Empresários e banqueiros têm evitado reuniões reservadas com o senador. A tentativa de Flávio Bolsonaro de apresentar novos nomes para a condução da economia, visando repetir o fenômeno gerado por Paulo Guedes em 2018, enfrenta dificuldades significativas.

Atualmente, as figuras mais próximas do senador são nomes já conhecidos e associados à gestão anterior, como Gustavo Montezano, ex-presidente do BNDES, e Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia. Para expoentes do mercado, esses nomes não sinalizam a renovação necessária.

“Ninguém quer se comprometer com um candidato visto como tóxico”

, resumiu um integrante do setor financeiro.

Impacto no Agronegócio e Setor Evangélico

O agronegócio, embora permaneça majoritariamente alinhado à direita, demonstra incômodo com o desgaste jurídico e político que envolve o entorno de Jair Bolsonaro. Interlocutores do setor relatam que a cautela passou a nortear as interações com o senador para proteger a imagem institucional das empresas do campo.

Paralelamente, lideranças evangélicas observam o cenário com foco em Michelle Bolsonaro. A ex-primeira-dama tem evitado a defesa pública direta do enteado, o que é interpretado como uma estratégia para preservar seu próprio capital político. No Partido Liberal, discute-se a possibilidade de Michelle Bolsonaro ocupar uma vaga de vice-presidência em uma futura chapa, hipótese que contaria com menos resistência do ex-presidente do que uma candidatura própria ao Executivo.

Receio de Contaminação Eleitoral

Entre parlamentares e dirigentes partidários, o discurso oficial de unidade contrasta com o temor nos bastidores. Existe uma preocupação real de que a imagem de Flávio Bolsonaro prejudique campanhas estaduais e municipais. A associação com o Banco Master é vista como um dificultador para a formação de alianças amplas junto ao Tribunal Superior Eleitoral e demais instâncias políticas.

O diagnóstico interno é que a crise deixou de ser um problema externo de narrativa para atingir o núcleo duro da sustentação política da direita brasileira, dificultando a construção de um projeto viável para o próximo pleito presidencial.

📰 Fonte: G1 Política — Leia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.