A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recusou o convite para participar de uma audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a proposta de fim da escala 6×1. O encontro está agendado para a próxima segunda-feira (18) e é promovido pela Comissão Especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da jornada de trabalho.
Críticas à condução do debate
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, confirmou a ausência por meio de documento oficial, no qual criticou a forma que classificou como “açodada” de conduzir as discussões. Skaf questionou a escolha da data, argumentando que a segunda-feira é um dia de baixa movimentação parlamentar no Congresso Nacional.
Em entrevista, Skaf afirmou que, embora não se furte ao debate, considera inadequado tratar o tema em ano eleitoral. Segundo o presidente da Fiesp, o forte apelo da pauta pode gerar um viés que prejudica a análise técnica da proposta.
Reação no Legislativo
O deputado Alencar Santana (PT–SP), que preside a comissão, lamentou a decisão da entidade. O parlamentar rebateu as críticas de Paulo Skaf, classificando a resposta como de “viés patronal e autoritário”. Santana defendeu que a discussão ocorre desde o ano passado e que a PEC tem sido debatida publicamente desde fevereiro.
“Se não quer vir, não venha”
Apesar da negativa da Fiesp, a audiência pública terá a participação de outras entidades patronais. Estão confirmados representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e da Confederação Nacional do Transporte (CNT). A cúpula da Câmara dos Deputados prevê a votação da matéria até o início de junho.
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