Uma pesquisa do Datafolha divulgada nesta segunda-feira (18) revela que 59% dos brasileiros não tomaram conhecimento da rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado-geral da União foi recusado pelo Senado Federal no dia 29 de abril, em um episódio considerado uma derrota histórica para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre os 41% que afirmaram ter ciência do fato, 19% declararam estar bem informados, 18% disseram estar mais ou menos informados e 4% admitiram estar mal informados. O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios entre os dias 12 e 13 de maio, apresentando uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Detalhes da percepção pública
Dos entrevistados que souberam do ocorrido, 53% acreditam que a rejeição de Jorge Messias enfraqueceu o governo federal, enquanto 36% avaliam que a força da gestão não foi afetada. Apenas 7% consideram que o governo saiu fortalecido do processo.
O nível de desconhecimento é acentuado entre diferentes grupos demográficos. Mesmo sendo Jorge Messias visto como um aceno ao público religioso, 59% dos evangélicos não souberam da rejeição. Entre os eleitores de Lula, o índice de desinformação chega a 61%, superando os eleitores de oposição, onde a taxa é de 50%.
Contexto histórico e regimental
A votação no plenário do Supremo Tribunal Federal terminou com 42 votos contrários e 34 favoráveis à indicação. Esta foi a primeira vez desde 1894, durante a presidência de Floriano Peixoto, que o Senado Federal barrou um nome indicado pela Presidência da República para a Corte.
Embora o presidente Lula avalie reenviar o nome de Jorge Messias para a vaga aberta pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso, normas internas do Legislativo impõem restrições. Um Ato da Mesa do Senado de 2010 impede que um nome rejeitado seja apreciado na mesma sessão legislativa, o que inviabilizaria uma nova análise ainda em 2026.
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