A startup norte-americana Colossal Biosciences comunicou, nesta terça-feira (19/5), o nascimento de 26 pintinhos gerados a partir de cascas de ovos produzidas por impressão 3D. O anúncio foi realizado através de um vídeo institucional, destacando o avanço como um passo para a “desextinção” de aves.
Foco em aves extintas
A tecnologia apresentada pela Colossal Biosciences tem como um de seus principais alvos o moa gigante, nativo da Nova Zelândia. Esta ave, que não possuía asas e atingia mais de três metros de altura, desapareceu do planeta há cerca de seis séculos.
A proposta da companhia utiliza a manipulação genética e suportes artificiais de incubação para tentar recriar linhagens semelhantes às extintas. A empresa defende que as cascas impressas podem oferecer o ambiente necessário para o desenvolvimento de embriões de espécies cujo material genético está sendo estudado em laboratório.
Controvérsias e ceticismo
O anúncio gerou reações imediatas na comunidade científica global. Especialistas ouvidos por veículos internacionais ressaltaram que a Colossal Biosciences possui um histórico de divulgações consideradas hiperbólicas, como o caso envolvendo a suposta recriação do lobo-terrível.
Atualmente, não existem dados científicos publicados em revistas especializadas que validem a eficácia total da técnica de cascas artificiais para espécies complexas. Críticos apontam que, sem a devida comprovação por pares, as promessas de ressuscitar animais extintos permanecem no campo da especulação comercial e tecnológica.
A startup, no entanto, mantém seu posicionamento de que as inovações em biotecnologia acelerarão a restauração da biodiversidade perdida.
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