O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) denunciou à Justiça o casal Jaqueline Santos Cardoso e Thiago Gonçalves Policena pelo assassinato da adolescente Esmeralda Domingos da Silva, de 17 anos. O crime ocorreu na madrugada de 28 de janeiro deste ano, em uma distribuidora de bebidas no setor Jardim Aureny IV, na região sul de Palmas.
A denúncia, apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça da Capital na sexta-feira (22), aponta que o crime teria sido motivado por uma discussão banal e ciúmes. Segundo o promotor de Justiça Argemiro Ferreira dos Santos Neto, o casal também foi denunciado por tentativa de homicídio contra outras duas pessoas que estavam no local no momento do atentado.
Dinâmica do crime e prisão
De acordo com as investigações da Polícia Civil, Jaqueline Santos Cardoso teria se irritado ao ver a vítima dançando próximo ao seu namorado, Thiago Gonçalves Policena. A acusada teria utilizado uma arma fornecida pelo companheiro para efetuar os disparos que atingiram a adolescente no pescoço.
Relatos do inquérito indicam que a suspeita tentou atirar contra amigos da vítima antes de atingir Esmeralda Domingos da Silva, mas a arma falhou em duas ocasiões. Após o crime, o casal fugiu em um veículo e foi localizado apenas em março, quando foram presos em flagrante durante um assalto na cidade de Santana do Araguaia (PA). Atualmente, ambos estão no sistema prisional de Palmas.
Posicionamento da defesa
A defesa de Thiago Gonçalves Policena, representada pela Benevides Advocacia, nega a participação do cliente no homicídio. Em nota assinada pelos advogados Carlos Elias Benevides de Oliveira, Kahlil Kaio Dias de Menezes e Sid-Ney Dias de Menezes, a equipe técnica afirma que imagens de segurança comprovam que o investigado tentou conter a agressora.
“Thiago jamais anuiu, incentivou ou contribuiu para o trágico desfecho dos fatos. É incontroverso nos autos que os disparos foram efetuados de forma exclusiva por terceira pessoa”
O Ministério Público requer que os acusados sejam submetidos ao Tribunal do Júri por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. O órgão solicita ainda o pagamento de uma indenização mínima de R$ 100 mil por danos morais. A defesa de Jaqueline Santos Cardoso não foi localizada até o fechamento desta reportagem.
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