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Influenciadora Lara Luiza Cabral Dias é alvo de investigação por movimentar R$ 20 milhões em esquema de apostas

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Influenciadora Lara Luiza Cabral Dias é alvo de investigação por movimentar R$ 20 milhões em esquema de apostas
Foto: G1

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou a Operação Tigre de Areia para desarticular um grupo suspeito de exploração ilegal de jogos de azar e lavagem de dinheiro em Palmas. A principal investigada é a influenciadora digital **Lara Luiza Cabral Dias**, que teria movimentado mais de R$ 20 milhões em um período de aproximadamente um ano. A ação policial resultou no cumprimento de seis mandados de busca e apreensão e no bloqueio de ativos financeiros dos envolvidos.

As investigações apontam que a influenciadora utilizava seu perfil nas redes sociais, onde soma cerca de 19 mil seguidores, para promover plataformas de apostas e sorteios sem autorização legal. Desde 2023, o conteúdo da conta, que antes focava em viagens e mensagens religiosas, passou a priorizar a divulgação de jogos de azar. Além de **Lara Luiza Cabral Dias**, sua mãe também é alvo do inquérito por participação direta no esquema financeiro.

Investigação e movimentações financeiras

De acordo com a **Secretaria da Segurança Pública**, os valores movimentados pelo grupo são considerados incompatíveis com a renda declarada. **Lara Luiza Cabral Dias** informava ganhos mensais inferiores a R$ 4 mil, enquanto sua mãe se declarava faxineira com rendimentos de pouco mais de R$ 3 mil. No entanto, apenas a mãe da influenciadora teria movimentado cerca de R$ 9 milhões durante o período analisado pela polícia.

A estratégia criminosa consistia em atrair seguidores e direcioná-los a serviços de apostas que não possuem autorização do Ministério da Fazenda para operar no Brasil. O montante arrecadado era submetido a um processo de “pulverização”, sendo distribuído entre diversas contas bancárias e familiares para dificultar o rastreamento pelas autoridades financeiras.

Ocultação de valores e uso de igrejas

O grupo é suspeito de utilizar técnicas sofisticadas de lavagem de dinheiro, incluindo o uso de empresas de fachada e transferências fracionadas. Um dos pontos centrais da investigação é o repasse de valores para contas vinculadas a instituições religiosas. A polícia busca determinar se as transferências eram dízimos reais ou se as igrejas foram utilizadas como parte da cadeia de ocultação de recursos ilícitos.

O contador **Thiago Schüler**, que colabora com os esclarecimentos técnicos do caso, explicou que a configuração do crime de lavagem depende do retorno do recurso ao doador original.

A lavagem tem que ir e voltar. A igreja teria que aplicar o recurso em algo do interesse do doador, como a compra de um imóvel ou investimentos para beneficiar o grupo

, detalhou o especialista.

Medidas judiciais e bens apreendidos

A Justiça determinou a suspensão imediata dos perfis em redes sociais utilizados para a promoção das atividades ilegais. Durante a primeira etapa da Operação Tigre de Areia, foram apreendidos três veículos de luxo, três casas e sete lotes pertencentes aos investigados. Também foi autorizada a quebra do sigilo de dados em dispositivos eletrônicos e na nuvem para aprofundar as investigações.

As autoridades agora analisam os materiais apreendidos para identificar outros possíveis integrantes da associação criminosa. O **g1 Tocantins** acompanha o desdobramento do caso, que segue sob sigilo parcial para preservar a continuidade das diligências em Palmas.

📰 Fonte: G1 — Leia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.