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Terras raras: por que esses minerais são o centro da disputa tecnológica entre China e EUA

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Terras raras: por que esses minerais são o centro da disputa tecnológica entre China e EUA
Foto: G1 Política

O presidente Lula e o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, discutiram nesta segunda-feira (18) a exploração de terras raras no Brasil. O país detém a segunda maior reserva mundial desses 17 elementos químicos essenciais para a fabricação de celulares, carros elétricos e turbinas eólicas. O governo brasileiro busca parcerias para avançar do estágio de exportação de matéria-prima para o processamento tecnológico de alto valor agregado.

O papel das terras raras na tecnologia

Apesar do nome, as terras raras não são necessariamente escassas na crosta terrestre, mas sua extração e separação são complexas e dispendiosas. O geólogo Alexandre Magno Rocha, professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), explica que esses elementos costumam aparecer juntos em rochas, o que dificulta o isolamento industrial devido às propriedades químicas quase idênticas.

Especialistas como Ysrael Marrero Vera, pesquisador do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM/MCTI), classificam esses minerais como as “vitaminas da indústria tecnológica”. Em pequenas quantidades, elementos como o neodímio e o praseodímio garantem a eficiência magnética necessária para motores de veículos elétricos e sistemas de vibração de smartphones.

As terras raras são uma família com uma característica curiosa: todos parecem irmãos gêmeos. Vivem juntos nas rochas e se comportam de forma tão parecida que a própria natureza tem dificuldade de separá-los.

Desafio brasileiro e geopolítica

Atualmente, o Brasil enfrenta o desafio de superar a dependência tecnológica no refino desses minerais. Enquanto a China domina grande parte da cadeia de suprimentos e do processamento, os Estados Unidos buscam alternativas para reduzir a vulnerabilidade de sua indústria. Segundo Emiliano Castro de Oliveira, docente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a estabilidade e o magnetismo superior desses elementos tornam sua substituição inviável sem perda significativa de desempenho.

A conversa entre Lula e Donald Trump sinaliza uma tentativa de alinhar interesses estratégicos contra a hegemonia chinesa liderada por Xi Jinping. O presidente brasileiro manifestou o desejo de que os EUA se associem ao Brasil em projetos de infraestrutura e refino, transformando o potencial geológico nacional em poder econômico efetivo no mercado de energia limpa.

📰 Fonte: G1 Política — Leia a matéria original no veículo de origem.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.