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Racha no PL expõe isolamento de Wellington Fagundes e revolta da ala bolsonarista

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Coligação entre MDB e PL afunda projeto de Wellington

A aliança articulada pelo senador Wellington Fagundes (PL) com o MDB continua provocando desgaste dentro do Partido Liberal em Mato Grosso. Depois da reação de prefeitos e lideranças da legenda, agora foi a vez do deputado federal José Medeiros (PL), um dos principais nomes do bolsonarismo no Estado, afirmar publicamente que os bolsonaristas foram ignorados no processo de construção da chapa.

Segundo Medeiros, a decisão foi tomada sem ouvir a base conservadora do partido, justamente o grupo que mais contribuiu para o crescimento do PL nos últimos anos. A declaração reforça a percepção de que a composição foi conduzida de cima para baixo, sem participação das principais lideranças identificadas com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“O bolsonarista merecia ser ouvido”, afirmou o parlamentar ao comentar a aliança.

A fala evidencia um cenário de desconforto interno que já havia sido demonstrado por prefeitos do partido. Lideranças municipais passaram a questionar a aproximação com um grupo político que, durante anos, esteve em lados opostos ao bolsonarismo em Mato Grosso.

O episódio também amplia o desgaste de Wellington Fagundes dentro da própria legenda. Embora o senador tenha conseguido o aval da direção nacional do PL para construir a aliança, enfrenta resistência justamente entre aqueles que representam a base eleitoral mais fiel ao ex-presidente Bolsonaro no Estado.

As críticas de Medeiros se somam às manifestações públicas de outras lideranças do partido, indicando que a estratégia adotada por Wellington está longe de ser consenso. O que deveria representar um movimento de fortalecimento da pré-campanha acabou expondo uma divisão interna que agora ocorre às claras.

Nos bastidores, integrantes do PL avaliam que a forma como a aliança foi construída deixou a militância sem protagonismo e abriu espaço para um sentimento de insatisfação entre prefeitos, parlamentares e apoiadores do partido.

O resultado é um PL dividido: de um lado, a articulação conduzida pela direção nacional e por Wellington Fagundes; do outro, lideranças bolsonaristas que cobram participação nas decisões e demonstram desconforto com o rumo adotado pela legenda em Mato Grosso.

A crise evidencia que, mesmo antes do início oficial da campanha eleitoral, Wellington Fagundes já enfrenta um desafio interno: reconstruir a unidade de um partido que, neste momento, dá sinais claros de fragmentação.