Prédio da Reitoria da USP é ocupado por alunos após interrupção de negociações sobre auxílios
Foto: Metrópoles
Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) ocuparam o saguão do prédio da Reitoria na tarde desta quinta-feira (7/5), em São Paulo. O ato é uma resposta direta à decisão da gestão da universidade de encerrar as negociações sobre as demandas apresentadas durante a greve discente, que já completa três semanas.
A manifestação teve início por volta das 14h. De acordo com informações colhidas no local pela equipe de Mariana Greco, os portões do edifício foram derrubados às 16h pelos manifestantes, impulsionados por grupos do movimento estudantil. Diante da escalada do ato, a Polícia Militar (PM) foi acionada para intervir e conter a ocupação.
Impasse no Auxílio Estudantil
O ponto central do conflito é a divergência sobre o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), política voltada ao auxílio socioeconômico. Atualmente, a Universidade de São Paulo paga R$ 885 mensais para alunos que não utilizam a moradia estudantil e R$ 330 para os residentes.
Os estudantes reivindicam que o valor seja equiparado ao salário mínimo paulista, atingindo R$ 1.804. No entanto, em comunicado emitido no dia 29/4, a reitoria informou que não haveria novos reajustes e declarou encerradas as possibilidades de negociação para esta e outras demandas do corpo discente.
Posicionamentos Divergentes
A Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) emitiu nota repudiando a ocupação. O órgão acusou os estudantes de praticarem atos de violência e vandalismo, afirmando que a depredação do patrimônio público é incompatível com os princípios do espaço acadêmico.
Em contrapartida, o DCE Fernando Vannucchi Leme negou as acusações de depredação. Em nota oficial, a entidade afirmou que a ocupação ocorreu de forma pacífica e é um pedido legítimo frente à intransigência da gestão:
“A nossa ação é um pedido justo e legítimo frente à intransigência da Reitoria que unilateralmente fechou a mesa de negociação. O que pedimos não é nada demais: queremos a reabertura da mesa de negociação. A nossa reivindicação é justa e precisa ser atendida.”
A USP informou que, respaldada juridicamente, acionou a Polícia Militar para atuar na prevenção de danos patrimoniais e evitar a ocupação de outras áreas administrativas. A universidade garantiu que as atividades de ensino, pesquisa e os órgãos da administração central manterão o funcionamento regular.
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