O Hamas classificou o assassinato de Izz al-Din al-Haddad, líder de seu braço armado, como uma "violação perigosa e sem precedentes do cessar-fogo" neste sábado (16). O militar foi atingido por um ataque aéreo das Forças de Defesa de Israel em Gaza, tornando-se o oficial de mais alta patente do grupo morto desde o pacto de trégua mediado pelos Estados Unidos em outubro.
O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, afirmou que a ação israelense demonstra a incapacidade dos mediadores internacionais em obrigar a ocupação a cumprir os termos acordados. O grupo exige agora que o governo norte-americano pressione Israel para interromper as operações militares no território.
Trajetória e Acusações
Izz al-Din al-Haddad assumiu o comando militar em Gaza em maio de 2025, após a morte de Mohammad Sinwar. Segundo as autoridades de Israel, o líder era apontado como responsável direto pelo planejamento de sequestros e ataques que vitimaram milhares de civis e militares israelenses ao longo do conflito.
Impasse Diplomático
O incidente ocorre em um momento de estagnação nas negociações indiretas para o plano pós-guerra proposto pelo presidente Donald Trump. Enquanto os diálogos não avançam, o exército de Israel intensificou incursões na Faixa de Gaza, sob a justificativa de que combatentes do Hamas estariam tentando retomar o controle administrativo e militar de áreas em ruínas.
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