FMI avalia diálogo entre Trump e Xi Jinping como essencial para estabilidade econômica

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) manifestou satisfação nesta quinta-feira (14) com o diálogo inicial entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. De acordo com a organização, a redução da tensão e da incerteza entre as duas maiores potências econômicas do planeta representa um fator positivo para a estabilidade do mercado global.
A porta-voz do FMI, Julie Kozack, afirmou em coletiva de imprensa que a interlocução em alto nível é fundamental.
"Certamente recebemos com satisfação o fato de haver um diálogo construtivo entre os dois países. Qualquer coisa que ajude a reduzir as tensões comerciais e a incerteza é bom para essas duas grandes economias e para a economia global"
, declarou.
Riscos Geopolíticos e Cenário Energético
A análise ocorre em um momento de pressão sobre a economia mundial devido aos conflitos no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã tem sustentado os preços do petróleo acima de US$ 100 o barril, o que aproxima a conjuntura global do "cenário adverso" delineado no relatório de Perspectiva Econômica Mundial de abril.
Nesta simulação intermediária do FMI, o crescimento real do PIB global poderia recuar para 2,5% este ano, em comparação à previsão de referência de 3,1%. Para 2025, a estimativa original é de um crescimento de 3,4%, mas o cenário negativo pressupõe petróleo elevado, aperto nas condições financeiras e aumento das expectativas de inflação.
Inflação e Assistência Financeira
Apesar da alta nos custos de energia elevar a percepção de preços no curto prazo, Julie Kozack pontuou que as expectativas inflacionárias de médio prazo permanecem ancoradas. Ela destacou ainda que as condições financeiras globais seguem em patamar expansionista.
O Fundo Monetário Internacional mantém discussões sobre assistência financeira para países membros que enfrentam dificuldades com a escalada nos custos de commodities. No entanto, a porta-voz não detalhou casos específicos nem confirmou pedidos de ajuda por parte do Iraque.
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