Cronologia revela contradições de Flávio Bolsonaro sobre relação com Daniel Vorcaro

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A divulgação de áudios que comprovam o contato entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o empresário Daniel Vorcaro expôs uma série de contradições em declarações públicas feitas pelo parlamentar nos últimos meses. Antes da revelação dos registros, o político negava categoricamente qualquer relação com o ex-banqueiro e chegou a classificar questionamentos da imprensa como “mentira”.
Na última quarta-feira (13), Flávio Bolsonaro foi abordado pelo jornalista Thalys Alcântara, do veículo The Intercept, ao sair de uma reunião com o presidente do STF, o ministro Edson Fachin, em Brasília. Na ocasião, o senador reagiu com risadas e chamou o repórter de “militante” ao ser questionado sobre a suposta participação de Vorcaro no financiamento de um filme.
Histórico de posicionamentos
A linha do tempo apresentada pela analista Thais Herédia detalha a mudança de discurso do senador desde março. Em 11 de março, Flávio Bolsonaro defendia publicamente que “todo mundo” deveria ser investigado no âmbito do caso envolvendo o Banco Master, adotando um tom de isenção.
No dia 22 de março, o parlamentar reagiu a críticas de governistas que buscavam vincular o episódio à direita brasileira através do termo “Bolso Master”. Na data, o senador afirmou que associar o caso ao seu grupo político era uma “narrativa falsa”.
Em 8 de maio, Flávio Bolsonaro mudou o foco para o Partido dos Trabalhadores e solicitou, via redes sociais, a criação de uma CPI para investigar o banco. No dia seguinte, durante evento do PL em Santa Catarina, o senador reforçou a tese ao vestir uma camiseta com a frase: “o Pix é do Bolsonaro, o Master é do Lula”.
Reviravolta e confirmação
A mudança definitiva ocorreu em 13 de maio. Horas após negar o contato publicamente em Brasília, a reportagem do The Intercept publicou áudios que levaram o senador a confirmar o pedido de recursos a Daniel Vorcaro.
Segundo apurações da CNN Brasil, nem mesmo o círculo mais próximo da pré-campanha de Flávio Bolsonaro tinha conhecimento dessa relação. A avaliação de bastidores indica que o senador não se preparou para a eventual exposição pública do contato direto com o empresário.
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