Cuba adverte sobre risco de ‘banho de sangue’ após novas sanções econômicas dos EUA
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O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, alertou que as recentes ações do governo dos Estados Unidos contra o país caribenho estabelecem um “caminho perigoso”. Em entrevista à rede americana ABC News, o diplomata afirmou que a postura de Washington pode resultar em um “banho de sangue” e em uma catástrofe humanitária na ilha.
As declarações ocorrem após os Estados Unidos decidirem sancionar o GAESA (Grupo de Administração de Empresas), um conglomerado controlado pelos militares cubanos. Segundo Bruno Rodríguez, o governo de Cuba leva a sério as repetidas menções do presidente Donald Trump sobre assumir o controle do país.
“Isso indica que o governo americano escolheu um caminho perigoso que pode levar a consequências inimagináveis, uma catástrofe humanitária, genocídio, perda de vidas cubanas e de jovens americanos”, declarou o chanceler.
Reação e Embargo
O governo cubano, liderado pelo presidente Miguel Díaz-Canel, tem rejeitado sistematicamente as pressões de Washington e o embargo econômico imposto desde a década de 1960. Recentemente, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba classificou as sanções como um ato de agressão econômica implacável com potencial de afetar empresas e bancos de outros países.
Na última semana, uma ordem executiva de Donald Trump ampliou as restrições a indivíduos e entidades dos setores de energia, mineração, segurança e defesa. O governo cubano afirma que responderá a qualquer tentativa de agressão externa e critica a aplicação extraterritorial do bloqueio financeiro.
Posicionamento dos Estados Unidos
Em visita a Roma, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, defendeu a aplicação das sanções contra o GAESA. O representante do Departamento de Estado argumentou que as medidas não visam o povo cubano, mas sim uma entidade que supostamente retira recursos da população para beneficiar a elite militar.
Até o momento, o governo americano não emitiu uma resposta oficial às declarações específicas de Bruno Rodríguez sobre o risco de conflito armado. O Ministério das Relações Exteriores de Cuba mantém a posição de que as sanções multiplicam os efeitos negativos sobre a economia local.
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