No primeiro trimestre de 2026, os gigantes financeiros Citadel e Citigroup redirecionaram suas estratégias no mercado brasileiro, aportando cerca de R$ 6 bilhões em opções de compra do iShares MSCI Brazil ETF (EWZ). Embora tenham reduzido a posse direta de ações, o movimento sinalizou uma aposta de alta via derivativos antes da volatilidade registrada em abril.
Detalhes das Movimentações
Segundo documentos 13F entregues à Securities and Exchange Commission (SEC), a Citadel, um dos maiores hedge funds globais, cortou sua posição direta em ações do EWZ em 92%. Contudo, a gestora elevou seus contratos de opções de compra de 23,3 milhões para 45,6 milhões, um incremento equivalente a R$ 4,5 bilhões (US$ 895 milhões).
O Citigroup seguiu trajetória similar ao reduzir em 40% suas cotas em ações, enquanto as opções de compra saltaram de 254 mil para 7,7 milhões de contratos. Esse ajuste representa uma exposição adicional de R$ 1,45 bilhão (US$ 289,3 milhões), revertendo uma posição anterior de hedge para uma postura majoritariamente comprada no fundo de índice.
Fluxo de Saída de Grandes Gestores
Em contrapartida, o Morgan Stanley liderou as saídas de capital estrangeiro no período ao liquidar integralmente uma posição de 9,8 milhões de cotas. Outras instituições como a Rokos Capital Management, do britânico Chris Rokos, e a MKP Capital Management também reduziram significativamente suas exposições diretas no ETF brasileiro.
A lista de desinvestimentos inclui ainda a Man Group, que cortou 48% de sua participação, e a Marshall Wace, que reduziu sua posição em 97%. A Renaissance Technologies, a Soros Capital Management e o Tudor Investment Corp também zeraram ou diminuíram drasticamente suas participações antes da reversão do fluxo vista a partir de abril.
Contexto de Mercado
A movimentação desses gestores precedeu uma saída líquida de R$ 17 bilhões da B3 entre o fim de abril e meados de maio. O cenário foi pressionado pela escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e China, tensões geopolíticas no Oriente Médio e a valorização de ativos ligados à Inteligência Artificial no mercado americano.
Vale notar que os relatórios 13F refletem a fotografia do encerramento do trimestre e não especificam o momento exato das operações. Portanto, não há garantias de que a Citadel e o Citigroup tenham mantido essas posições após as turbulências macroeconômicas registradas no início do segundo trimestre.
Conteúdo elaborado por Universo Notícia com base no texto completo da fonte.