Senador Ciro Nogueira substitui equipe jurídica após operação da PF no caso Master
Foto: G1 Política
O senador Ciro Nogueira (PI), presidente do Partido Progressistas, alterou sua equipe de defesa no âmbito das investigações do caso Master. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (11), quatro dias após o parlamentar ser alvo de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados informou, por meio de nota, que a saída ocorreu em comum acordo com o senador. A mudança na estratégia jurídica acontece em um momento de avanço das apurações da Polícia Federal sobre suspeitas consideradas graves pelos investigadores. Até o momento, não foram detalhados os motivos específicos para o encerramento da parceria nem quem assumirá o caso.
Investigação e Operação Compliance Zero
A quinta fase da Operação Compliance Zero investiga supostas fraudes financeiras ligadas ao banco do empresário Daniel Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, existem indícios de que Ciro Nogueira teria recebido vantagens indevidas para atuar em favor dos interesses da instituição financeira no Congresso Nacional.
As suspeitas incluem o recebimento de uma “mesada” paga por Daniel Vorcaro e a apresentação de uma emenda legislativa para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Por determinação do ministro André Mendonça, foram realizados bloqueios de bens de até R$ 18,85 milhões.
“O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados vem comunicar que, em comum acordo com o Senador Ciro Nogueira, não seguirá atuando para o parlamentar neste caso”
Além do senador, a operação também atingiu Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro, que foi preso durante a ação. As buscas contra Ciro Nogueira ocorreram em endereços no Distrito Federal e no Piauí, tornando-o o primeiro político formalmente alvo desta fase da apuração.
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