Preços ao produtor na China atingem pico de 45 meses com pressão dos custos de energia
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Os preços ao produtor da China registraram em abril o maior nível em 45 meses, superando as expectativas do mercado diante da manutenção dos altos custos globais de energia. O movimento amplia a pressão sobre a indústria chinesa, que enfrenta simultaneamente uma demanda interna retraída.
Dados e Setores
Conforme dados do Escritório Nacional de Estatísticas divulgados nesta segunda-feira (11), o Índice de Preços ao Produtor (PPI) avançou 2,8% na comparação anual. O resultado ficou acima da alta de 1,6% projetada por analistas consultados pela Reuters. Em termos mensais, o indicador subiu 1,7%, acelerando frente ao 1% registrado em março.
O estatístico Huo Lihui destacou, em nota oficial, que o encarecimento nos portões das fábricas foi concentrado em segmentos como metais não ferrosos, petróleo, gás e equipamentos tecnológicos. O setor de energia tem sido impactado diretamente por tensões internacionais, incluindo os reflexos de conflitos envolvendo o Irã, que elevaram os preços de varejo da gasolina e do diesel na China.
Inflação ao Consumidor
O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) também apresentou aceleração, com alta de 1,2% em abril ante 1% no mês anterior. O desempenho superou a estimativa de 0,9% dos economistas da Reuters, sendo impulsionado pelas variações nos combustíveis e no preço do ouro.
Apesar do salto, analistas da Capital Economics avaliam que as pressões inflacionárias permanecem restritas.
As consequências da guerra do Irã aumentaram a inflação novamente em abril, mas as pressões sobre os preços permanecem de alcance restrito e não é provável que se transformem em um impulso reflacionário mais amplo
, afirmou a consultoria.
Autoridades chinesas buscam equilibrar o cenário estimulando o consumo interno e protegendo as margens de lucro das empresas contra pressões deflacionárias em outros setores. Enquanto isso, grandes companhias aéreas do país já repassam os custos, elevando taxas de combustível em voos domésticos, conforme monitorado pela Reuters.
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