Alessandro Vieira defende ‘faxina’ no STF após Senado rejeitar Jorge Messias

 Alessandro Vieira defende ‘faxina’ no STF após Senado rejeitar Jorge Messias

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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) manifestou-se na noite desta quarta-feira (29) sobre a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Embora tenha lamentado o resultado individual, o parlamentar afirmou que o desfecho pode impulsionar uma necessária renovação na Corte.

Rejeição Histórica

O nome de Jorge Messias, ex-advogado-geral da União, foi barrado pelo plenário do Senado Federal por um placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis. O indicado do presidente Lula havia sido aprovado anteriormente na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) com uma margem estreita, mas não obteve o apoio necessário no plenário.

Este evento marca a primeira vez em 132 anos que uma indicação presidencial ao Supremo é recusada pelo Legislativo. O último registro de rejeição semelhante ocorreu em 1894, tornando o episódio inédito desde a promulgação da Constituição de 1988.

Tensões entre Poderes

A postura de Alessandro Vieira reflete o atual embate entre o senador e integrantes do tribunal. Como relator da CPI do Crime Organizado, Vieira solicitou o indiciamento dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por supostos crimes de responsabilidade.

Embora o relatório tenha sido rejeitado, a iniciativa gerou reações imediatas na cúpula do Judiciário. O ministro Gilmar Mendes acionou a Procuradoria-Geral da República para apurar possível abuso de autoridade por parte do senador.

Em suas redes sociais, Vieira classificou a decisão do Senado como legítima.

Lamento o resultado, por se tratar de profissional sério e qualificado, mas registro o caráter histórico e legítimo da decisão. Que sirva de combustível para a faxina necessária no tribunal

, declarou o parlamentar.

Posicionamento do Governo

O senador Randolfe Rodrigues minimizou a derrota e negou que tenha havido erro por parte do presidente Lula na escolha do nome. Segundo Randolfe, o resultado negativo é fruto de pressões políticas ligadas ao processo eleitoral que começa a se desenrolar no país.

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