O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, exigiu nesta sexta-feira (15) que a Rússia seja punida internacionalmente após um ataque com mísseis atingir um edifício residencial em Kiev. A ofensiva russa resultou na morte de 24 pessoas, incluindo três crianças, no distrito de Darnytskyi, localizado na margem esquerda do rio Dnipro.
O bombardeio, ocorrido na quinta-feira (14), é considerado o maior ataque aéreo de Moscou contra a capital ucraniana em 2024. Durante visita ao local do desastre, Volodymyr Zelensky prestou homenagem às vítimas com rosas vermelhas e conversou com as equipes de resgate que trabalharam ininterruptamente por mais de um dia nos escombros.
Impacto do ataque e resposta oficial
Segundo as autoridades locais, a explosão praticamente nivelou uma seção inteira do prédio habitacional. Em declaração publicada em seu canal oficial no Telegram, o líder ucraniano afirmou que o regime russo não pode ser normalizado enquanto deliberadamente destrói vidas.
“Uma Rússia como essa jamais poderá ser normalizada – uma Rússia que deliberadamente destrói vidas e espera permanecer impune. É necessário exercer pressão”, declarou Volodymyr Zelensky.
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou, por meio da agência de notícias estatal RIA, a realização de ataques massivos em território ucraniano entre os dias 12 e 15 de maio. Além das mortes na capital, outras seis pessoas faleceram em regiões do oeste da Ucrânia, longe da linha de frente do conflito.
Resgate e luto em Kiev
A prefeitura de Kiev declarou esta sexta-feira como dia de luto oficial, com bandeiras a meio mastro em toda a cidade de 3 milhões de habitantes. Cerca de 30 pessoas foram resgatadas com vida, enquanto quase 50 feridos receberam atendimento médico. Aproximadamente 400 moradores precisaram de suporte psicológico imediato após a destruição da estrutura.
No memorial improvisado feito por moradores com flores e brinquedos, a sobrevivente Tetiana Prudyus relatou a perda de amigos vizinhos e reafirmou a resiliência local. “Mesmo depois disso, não vamos nos render. Somos uma nação muito forte”, afirmou a moradora de 34 anos.
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