As famílias atingidas pela explosão de gás no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, organizam uma ação coletiva contra os responsáveis pelo incidente ocorrido na última segunda-feira (11/05). Segundo o líder comunitário Eduardo Santos Vieira, mais de 40 moradores estão engajados na medida jurídica. O grupo busca reparação pelos danos materiais e humanos causados pelo acidente.
Uma reunião entre os representantes dos moradores e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) está agendada para esta quarta-feira (13/05), às 14h. O encontro ocorrerá na sede do órgão, na região central da capital paulista. Na terça-feira (12/05), promotores visitaram a comunidade para prestar assistência jurídica e avaliar as esferas cível e criminal do caso.
Detalhes do acidente
A explosão aconteceu na tarde de segunda-feira (11/05), por volta das 16h05, em uma comunidade próxima à Rua Dr. Benedito de Moraes Leme. O impacto resultou em uma morte e deixou três pessoas feridas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, diversas residências foram completamente destruídas e vítimas chegaram a ser arremessadas pela força da detonação.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento exato da explosão. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar (PM) informaram que o incidente foi precedido por um vazamento de gás. O problema teria sido causado por uma intervenção da Sabesp, que atingiu a tubulação de gás encanado durante obras de remanejamento na rede de água, por volta das 15h15.
Posicionamento das empresas
A Comgás (Companhia de Gás de São Paulo) confirmou que foi acionada às 15h15 devido ao vazamento provocado por terceiros na Rua Pirauba. A concessionária afirmou que uma equipe eliminou o vazamento às 15h37, cerca de meia hora antes da explosão que destruiu as casas. Em nota oficial, a empresa declarou:
“A Comgás informa que recebeu um chamado às 15h15 do dia 11 de maio sobre um vazamento de gás causado por uma obra de terceiros. A equipe chegou ao local às 15h37 e eliminou o vazamento. A concessionária esclarece que não realizava manutenção no local e segue à disposição das autoridades.”
O Corpo de Bombeiros mobilizou 15 viaturas para o atendimento da ocorrência. O advogado das famílias informou que ainda analisa a estratégia jurídica específica, mas a prioridade inicial é garantir a assistência imediata aos desabrigados e a preservação das provas para o processo de indenização.
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