UE aprova sanções contra colonos israelenses violentos e lideranças do Hamas
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Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia chegaram a um acordo nesta segunda-feira (11) para aplicar novas sanções contra colonos israelenses violentos na **Cisjordânia** ocupada e figuras de alto escalão do **Hamas**. O anúncio foi realizado por **Kaja Kallas**, chefe da diplomacia do bloco.
O pacote de sanções foca em três colonos e quatro organizações cujas identidades ainda não foram formalmente divulgadas. A medida estava paralisada há meses devido ao veto do governo húngaro de **Viktor Orbán**, que perdeu as eleições no mês passado, permitindo o avanço da pauta entre os Estados-membros.
Reações e Impasse Político
Em comunicado publicado na rede social X, **Kaja Kallas** destacou a importância de encerrar a paralisia diplomática.
“Já era hora de sairmos do impasse e partirmos para a ação. Extremismos e violência têm consequências”
, declarou a diplomata, referindo-se aos relatos de ataques contra palestinos na região.
O governo de **Israel** criticou severamente a decisão. O ministro das Relações Exteriores, **Gideon Saar**, afirmou que a medida é arbitrária e carece de fundamento jurídico. O gabinete do primeiro-ministro **Benjamin Netanyahu** também se manifestou, acusando a **União Europeia** de “falência moral” ao estabelecer o que chamou de falsa simetria entre cidadãos israelenses e terroristas.
Representantes do **Hamas** também rejeitaram a inclusão de seus membros no pacote. **Basem Naim**, autoridade do grupo, afirmou à Reuters que a decisão reflete hipocrisia política e racismo, alegando que o bloco equipara vítimas e agressores no conflito.
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